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quinta-feira, março 28, 2013

Minha tarde com Tichina Arnold, a Rochelle de "Todo mundo odeia o Chris"!

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Foto enviada pela produtora Mable Ivory
Em fevereiro a Tichina Arnold esteve no Brasil. Eu me encontrei com ela no saguão do hotel onde ela se hospedou em Salvador, e tivemos uma longa e divertida conversa.

Tichina, como vocês todos sabem, é a atriz que interpreta a Rochelle Rock em Todo mundo odeia o Chris. Em janeiro ela anunciou que estava vindo ao Brasil para agradecer o carinho de seus muitos fãs brasileiros, e sua equipe fez até um vídeo promocional, para destacar a sua enorme fama em terras brasileiras. Neste vídeo, aparece em destaque uma foto do nosso eternamente lembrado Especial Todo mundo odeia o Chris. Para assistir, clique aqui e avance para o instante 1:21.

O encontro foi informal, não levei nada mais do que o iPod, o que ajudou apenas na hora de tirar fotos (e a câmera, por sinal, é bem ruinzinha). Pois é, eu fui assim, desprevenido... Vou tentar reproduzir a nossa conversa da melhor forma possível, embora resumidamente!

Quando cheguei no hotel, encontrei Mable Ivory, uma das produtoras da atriz, e que a acompanhava na viagem ao lado de Latrice Horper. Apesar de estadunidense, Mable fala português quase fluentemente (herança de um namorado brasileiro). Me identifiquei como fã e dono deste blog, e solicitei uma audiência com a sra. Arnold. Bastante solícita, Mable informou que Tichina estava no quarto se arrumando, mas já estava descendo.

Pouco tempo depois, o grande momento: Tichina chegara ao saguão. Sorridente, ela se sentou ao meu lado e conversamos por mais de uma hora. Conosco estavam Mable Ivory, Latrice Horper, e um jornalista do site Correio Nagô, que acompanhou passagem da atriz pela Bahia.


Tichina Arnold estava impressionada com o sucesso de sua personagem Rochelle no Brasil: "Qual é o seu momento preferido da Tichina na série?", quis saber Latrice Horper. Quando eu respondi que era essa cena aqui, Tichina riu bastante: "Eu só assisti a esse episódio algumas semanas atrás. Eu não me lembrava!". Eu perguntei se ela não sentiu pena do Tyler (o Chris), e ela: "Não, ele aguenta" (risos) "Há mais alguma coisa da Rochelle que vocês aqui gostam?" Eu disse a ela que a tirada "Eu não preciso disso, meu marido tem dois empregos" é a inspiração de muitas piadas entre nós, brasileiros, que curtimos muito o bordão. Satisfeita, Tichina riu um bocado.

"É você que tem um perfil falso da Rochelle no Twitter?", Tichina me perguntou. Ao ouvir a minha resposta negativa, ela se mostrou curiosa: "Ele tem mais seguidores do que eu!".


Tichina Arnold e eu gritando: CHRIS!
"Fico feliz que a série faça tanto sucesso no Brasil, vocês são muito calorosos, um povo muito feliz e adorável". Questionada sobre o seu novo trabalho, ela chegou a ficar impressionada. Em Happily Divorced, atualmente em sua 2ª temporada, Tichina interpreta Jud, melhor amiga da protagonista Fran (Fran Lovett). Ela sabe que a série não é exibida no Brasil em canal aberto (apenas no pequeno canal Comedy Central, que ainda não é muito famoso por aqui), e se surpreendeu por eu ter conhecimentod a série "Pois é", disse ela. "É um programa muito engraçado que estou adorando fazer, as pessoas [do elenco] são muito engraçadas e talentosas".

Perguntei se ela já tinha falado com a Record, e Tichina confirmou: "Sim, eles falaram comigo". ela concedeu uma entrevista à Record Bahia, afiliada da emissora no estado.


Como já disse, a conversa foi longa, com a participação de todos os que estavam sentados à mesa. Tiramos várias fotos, a maioria delas com a câmera da equipe de Tichina. Como eu não sou menino amarelo, assim que me despedi eu solicitei à atriz que me concedesse uma segunda entrevista, por e-mail, e Latrice foi logo puxando um cartão de sua bolsa: "Escreva para nós quando quiser! Gostaria que todos os fãs fossem assim, como você".

Pois bem, marotos, eu mandei o e-mail com as perguntas, e recebi um e-mail da assessoria acusando recebimento, e prometendo o envio das respostas "o mais breve possível". Faz umas três semanas já...

As fotos que tiramos com a câmera delas eu já não tenho mais esperanças de receber, eu já recebi!

Se vamos ter uma segunda entrevista, eu não posso garantir. Mas elas prometeram, e artista não mente, né?

De qualquer forma, foi uma tarde inesquecível!

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terça-feira, agosto 30, 2011

"Two and a half men": Jon Cryer, o Alan, revela que "a morte do Charlie será abordada durante toda a temporada"

Jon Cryer interpreta o Alan em Dois homens e meio
A revista Entertainment Weekly entrevistou o ator Jon Cryer, o Alan de Two and a half men - Dois homens e meio. Nos últimos meses, em que a série passou pela maior turbulência do século no mercado de seriados, a conversa foi a mais reveladora já publicada sobre o futuro da história que até pouco tempo atrás era estrelada por Charlie Sheen.

Os detalhes ainda são mantidos a sete chaves -- ou talvez menos chaves, pois algumas informações acabaram vazando a contragosto da CBS, da Warner e de todos os interessados em manter o mistério. A morte de Charlie Harper, por exemplo, já é dada como certeza, visto que até fotos do funeral caíram na internet. Ao EW, Jon Cryer contou tudo o que pôde sobre como o desfecho do irmão do seu personagem irá repercutir na 9ª temporada da comédia

Cryer falou também sobre o clima nas gravações, a sua relação com Ashton e as expectativas em torno da audiência dessa "segunda série".

Jon Cryer revela detalhes de "Two and a half men"
Seu personagem será o mentor de Ashton para as questões amorosas e a morte de 'Charlie' será abordada durante toda a temporada
Por James Hibberd (EUA)


Então, como vão as coisas naquela certa sitcom da CBS que estampou tantas manchetes no último ano? 
Jon Cryer: Você está falando, é claro, sobre The Big Bang Theory. Não, as coisas estão indo muito bem. Trabalhar com Ashton é uma explosão. Multidões têm enlouquecido por ele. Ele é claramente um cara que sentiu falta de fazer sitcoms. Ele simplesmente acende na noite de show. É muito divertido para ele e para mim, porque nós temos que descobrir o que funciona entre nós, e ele é pau pra toda obra. Limites foram cruzados e provavelmente nunca deveriam ter sido cruzados, como você verá no primeiro episódio.

Então o pôster de vocês nus que foi lançado, esse momento pode se manifestar no primeiro episódio?
Pode muito bem.

Quais são as maiores diferenças de trabalhar no programa, de um ano pra cá? 
É uma combinação estranha do mesmo show e um show completamente novo. Todos nós no set nos referimos à volta primeiro episódio como o "piloto" por engano. Chuck Lorre [criador da série, responsável pela demissão de Charlie Sheen] e eu estávamos por aí brincando sobre a tentativa de vender a série e quão ridículo soaria a um executivo de televisão: O cara é divorciado e seu irmão acabou de falecer, mas ele conhece esse bilionário com o coração partido e... ”. Tipo, eu nunca compraria esse show. Mas ele está funcionando surpreendentemente bem.

Como o primeiro episódio vai fazer para não vai ficar muito fúnebre ou mórbido, considerando que se inicia com um personagem principal [Charlie Harper] morrendo?
Essa série nunca teve um pingo de sentimentalismo, não é o que fazemos. Houve um momento na primeira temporada em que tentou fazê-lo, então percebemos, não, isso não funciona. Isso será tratado com a mesma falta de sentimentalismo. Quaisquer preocupações que eu tinha sobre ele foram completamente lavadas pela platéia que tínhamos - que assinaram acordos de confidencialidade - e teve uma reação incrível para isso.

Então, após o primeiro episódio não se poderá mais olhar para trás, ou existirão referências a Charlie nos episódios seguintes? 
A história do programa não desaparecerá completamente. Isso será abordado durante toda a primeira temporada. Não é, "Oh, esse personagem morreu, vamos esquecer completamente sobre ele." Haverá ramificações por toda a temporada. Nós não estamos levando isso em um novo universo, onde a primeira série não existia.

Como essas mudanças vão impactar Alan?
Bem, eu não sei ao certo. É engraçado porque todo mundo está assinando acordos de confidencialidade. Os scripts saem com marcas d'água e cada script é entregue a você pessoalmente por alguém da série. Eles estão sendo super discretos. E isso tudo é muito novo, o show nunca funcionou assim antes. Mas o que não é novidade é que nunca me disseram o que meu personagem vai passar. Eles esconderam muita coisa. Um dos personagens vai ser institucionalizada, mas eles não dizem qual personagem ou que tipo de instituição. Eu não me importo com isso porque para mim, é uma sensação parecida com a vida - você nunca sabe o que vai acontecer a seguir. E Deus no ano passado proveu isso para mim.

Você vai assistir ou participar do roast de Charlie Sheen? 
Eu não vou participar de forma alguma. Mas eu vou gravar, por curiosidade.

Durante a primeira semana de gravação, a presidente da CBS Nina Tassler sugeriu que a atmosfera no set estava bem intensa, por causa de toda a pressão envolvida. Como está agora?
Nós absolutamente ganhamos um ritmo. Isso foi só em alguns dias da primeira semana. Ashton meio que emergiu das águas muito rapidamente. Ele está disposto a fazer qualquer coisa por uma piada. Além disso, ele contratou uma massagista para toda a tripulação, que teve um efeito relaxante.

Ela também sugeriu que as coisas poderiam ainda criativamente evoluir. Quanto é que o primeiro episódio coincidir com o que você filmou desde então?
Os dois programas que fizemos desde então estão muito no tom do primeiro. Há, obviamente, grande mudança na dinâmica com Ashton, em termos do que isso cria em meu personagem. Só posso dizer que o Alan acaba sendo o mais experiente romanticamente entre os dois. Então, ele se torna uma espécie de mentor do personagem de Ashton. E na série, a ideia é sim tão ruim quanto parece. Eu sou um mestre terrível. E é daí que virá uma boa parte da diversão do programa.

Pelo que você viu até agora, o tom e a sensação de Two and a half men são os mesmos ou há alguma diferença?
Ah, sim. Se você achou a série profundamente ofensiva antes, ainda é profundamente ofensiva. Essa é uma promessa que fizemos ao nosso público e pretendemos mantê-la.

Você já esteve dentro do trailer-camarim do Ashton? 
Tenho frequentado aquele que eu chamo de U.S.S. Yorktown. O que é óptimo sobre ele é que fornece sombra para a maior parte do estúdio. Ele havia me dito no início que ele estava para obter um trailer enorme. É um lugar divertido para passar o tempo, para nós e qualquer um da equipe - ele tem uma política de portas abertas. Ele tem quase um clube no andar de cima - sim, isso mesmo, eu disse andar de cima. Ele toca música antes e depois dos shows e todo mundo fica lá de boa. Ela cria uma grande vibe.

Alguma previsão de audiência depois desse primeiro episódio? 
Eu não tenho idéia. Eu nunca tentei dissecar o apelo original do show. Eu só sabia que as pessoas trazem o seriado no seu coração. Eu só queria continuar fazendo esse show que eu amo fazer. E nesta nova versão eu estou tendo um grande momento. 

Quais são as suas chances no Emmy?
Essa indicação foi uma surpresa muito espantosa. Do jeito que eu tenho pensado nisso, eles só me convidaram para a festa. Os caras na categoria comigo este ano são ridículos. Ed O'Neill, que não conseguiu um no ano passado é ridículo, aquele Chris Colfer não ter conseguido um é ridículo. Que Eric Stonestreet conseguiu um no ano passado faz sentido perfeiramente.

Parabéns pelo papel principal no novo filme da Pixar [Aviões]. Isso é muito importante. Existe alguma coisa que um ator tem que fazer para se preparar para interpretar um avião? 
É tudo lubrificação. Esse é o meu lema em geral.

Fonte: EW

domingo, agosto 21, 2011

Ratinho e Chaves: Veja a entrevista de Carlos Massa com Roberto Bolaños e Florinda Meza

Ratinho presenteou Roberto com uma camisa da seleção brasileira autografada pelo seu ídolo, o rei Pelé

Na sexta-feira, foi exibida a entrevista inédita do Ratinho com Roberto Gomez Bolaños e sua esposa, Dona Florinda Meza. Não teve Insensato Coração que me fizesse deixar de prestigiar esse momento. E como recompensa, pude ver uma entrevista muito emocionante que superou todas as minhas expectativas.

Florinda, que é conhecida por "interromper" Chespirito, desta vez o deixou falar naturalmente. Fazia poucas intervenções, mas com o único caráter de ajudar; ela é uma mulher muito inquieta e zelosa. Dá pra perceber isso. E ela gosta muito de falar, sim: e foi extremamente sincera durante a conversa, especialmente ao listar os motivos para o fim de Chaves -- o principal deles, a avançada idade do seu marido, e também a barriguinha que ele apresentava.

Desde o trabalho de edição até a própria desenvoltura do Ratinho como entrevistador, a matéria ficou maravilhosa, digna de ser revista incansavelmente. Assista à sua íntegra abaixo, em vídeo cuidadosamente editado pelo Forum Chaves. E ouça mais uma vez como o Chespirito escapou de ter feito um filme com o Pelé.

A audiência, se é que ela importa, foi de 4.6 pontos, picos de 8.4 e 6.7% de participação.

sexta-feira, agosto 19, 2011

Maria Antonieta de las Nieves: "Tentei me reaproximar dos meus colegas, mas ninguém respondeu"

Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha, está no Peru para se apresentar com o seu circo. A atriz, de 60 anos, recebeu o repórter Alan Benites, do jornal Perú21, para uma entrevista na cidade de Trujillo.

Muito sensata, Maria Antonieta realmente foi sincera em suas colocações, honrando um dos adjetivos com que se define logo na primeira resposta. Sem causar polêmica, ela lembrou com carinho do seu tempo em Chaves e só lamentou a distância que tem com a maioria dos colegas de elenco. A esse respeito, no ano passado, naquele mesmo país Carlos Villagrán desmentiu que tenha recebido qualquer mensagem de Maria Antonieta de las Nieves propondo um reencontro. Relembre aqui.

E uma curiosidade: para nós, no Brasil, "Chiquinha" é realmente um nome (ou um apelido carinhoso para Francisca), mas no México "Chilindrina" é tão-somente um pão doce. Assim, nos países de fala espanhola, não faz sentido uma garotinha ter o mesmo nome de um pão, do mesmo jeito que "Chavo" (menino) não é o verdadeiro nome do Chaves. Maria Antonieta nos revela que Chilindrina é só um apelido da sua personagem, e o seu nome verdadeiro é só mais um os mistérios de Chaves...

Confira a íntegra da matéria, em sua formatação original.

 
"Não sei se quero me reunir com o Chaves"
A 'Chiquinha' chegou a Trujillo com seu próprio circo. Com 60 años, a eterna menina chorona e travessa segue deleitando várias generações. 
Por Alan Benites (PERU)

“Quando pensei que a carreira da Chiquinha e de María Antonieta estava em declínio, me vêm coisas maravilhosas e recebo o carinho de diversas gerações que têm me visto e que me seguem gostando”, nos disse María Antonieta de las Nieves.

Perú21: Qual é o segreto do seu sucesso?
Maria Antonieta: O segredo é ser honesta e sincera, e fazer o que gosto. Adoro ser a‘Chiquinha’. Se não a faço, fico mal. Se eu fizer, eu estou errado. No ano passado eu passei seis meses fora do trabalho e eu estava emocionalmente muito mal, então, o Peru foi minha tábua de salvação. É a segunda vez que este país me salva de estar mal emocionalmente. É maravilhoso o carinho que as pessoas têm para comigo aqui, tanto que estou pensando em não sair do Perú (risos).

Por que o nome ‘La Chilindrina’?
Quando estávamos no programa de ‘Chespirito’ (Roberto Gómez Bolaños), ele adorava os nomes com Ch. Eu já havia feito uma personagem com sardas, como ele me viu várias vezes, disse: um nome com Ch para a menina com sardas e veio o nome ‘Chilindrina’, que é um pão com manchas negras no meu país. Agora, ‘Chilindrina’ está em vários dicionários como sinônimo de menina de oito anos, travessa e que chora.

Falando de Roberto Gómez, o que diz sobre a sua relutância em assistir à celebração dos 40 años do Chaves?
Eu não ouvi isso sair da boca dele; então, não vou acreditar que seja verdade. Porém, se ele disse que não quer, bom pra ele, pois se lhe fazem uma homenagem e não quer compartilhá-la conosco, não podemos fazer nada.

Você gostaria de ir a essa homenagem?
Adoraria porque eu sinto que esse programa sem todos nós não teria sido o que é. O ‘Chaves’ não é nada sozinho; são também ‘Kiko’, ‘Chiquinha’, ‘Seu Madruga’ (falecido), ‘Senhor Barriga’. Eu creio que a homenagem deveria ser para todo o grupo que permanece na Terra. Talvez  ele não queira porque a mesma imprensa vai comentar sobre as diferenças que há ou houve no passado.

Você gostaria de se reunir com os personagens da vila?
Já não sei se gostaria ou não, porque tentei a reaproximação em várias ocasiões e nunca ninguém me respondeu. Então, já não sei se seria tão bonito como eu esperava. Bem, além do mais, se não querem se reunir, que pena. Eu tenho que ir em frente e fazer novos amigos e desfrutar a vida como eu tenho que vivê-la.

O programa teve vários segredos, como os seus nombres…
Ninguém jamais soube como se chamava o Chaves ou a Chiquinha (‘La Chilindrina’), porque esse era meu apelido. Também é segredo o que o Doutor Chapatin carregava em sua sacolinha. Estes foram alguns dos segredos mais bem guardados do programa.

Alguma vez improvisaram nas gravações?
Nunca teve improvisação. Foi um programa muito bem cuidado, mas quando queríamos aumentar algo o colocar algo, o fazíamos no ensaio, e se o Chespirito não gostava, não entrava. Era assim porque era seu roteiro, e o fez tão bem que as pessoas até agora continuam assistindo. Além do mais, éramos tão bons atores que as pessoas pensavam que o nosso trabalho era espontâneo.

Qual é a cena que você mais recorda do programa?
Quase não lembro das escenas porque as fiz apenas uma vez. Quem mais lembra dos programas são vocês, que os assistiram mais de dez vezes cada um.

A cena de Acapulco te marcou por ser a despedida do Chaves?
Foi um final muito doce, e o mais bonito é que no final dessa cena entra um cãozinho vagabundo e se acomoda ao redor da fogueira e se senta junto do Chaves. Que coisa mais maravilhosa. Um pôr-do-sol incrível em um paraíso como é Acapulco. Foi maravilloso. Eu choro cada vez que vejo.

Que personagem do programa você mais recordas?
Do ‘Seu Madruga’, que foi meu pai como ‘Chiquinha’ e padrinho de casamento da minha mamãe’, María Antonieta de las Nieves. Foi o único de todo o grupo que foi testemunha e padrinho do casamento. Nos gostávamos muito. Foi uma relação mais além das câmeras, mas nunca fomos a um restaurante sozinhos para comer, e agora me arrependo.

Você se comunica com algun outro personagem? 
O único com quem me comunico é com Édgar Vivar, o ‘Senhor Barriga’. Às vezes nos comunicamos por Twitter, Facebook ou via e-mail. Gosto muito dele.

Além do circo, que outras coisas você está fazendo?
Com o circo estou levando grandes shows a diversas partes para celebrar os 40 años da Chiquinha. Deixe-me dizer que até agora estou bem com a personagem. Posivelmente daqui a dez anos eu venha ao Perú com circo da ‘Biscavó’ (risos). Quando me perguntam quando vou me aposentar, eu digo que nunca porque vou a pasar de um dia para outro da menina chorona à velhinha que continuará fazendo suas travessuras. No México tenho un compromiso para assistir em 29 de agosto à estreia da telenovela Amar de nuevo, da qual participei. Tenho que ir divulgar a novela na próxima semana.



sábado, maio 07, 2011

Smallville: Entrevista com Michael Rosenbaum, que fala sobre o seu retorno como Lex Luthor

Foto do episódio "Finale"
Na semana que vem (sexta-feira, 13 de maio) o canal CW exibe para o público estadunidense o desfecho de uma história complicada: com o episódio "Finale", o seriado Smallville dá adeus para nunca mais, depois de dez anos de muita confusão (que me perdoe a Sessão da Tarde pelo plágio).

Primeiro, que os fãs do Superman, os mais caxias, nunca morreram de amores pela série. No começo era exagero, mas com o tempo Smallville foi dando motivos para que viessem as críticas. Alguns de seus erros foram culpa sua. Outros não. E com estes, eles nunca souberam lidar.

A saída do Lex Luthor (Michael Rosenbaum) no fim da sétima temporada, foi uma das coisas mais bizonhas que já aconteceram numa série de TV. Justamente no maior clímax do personagem até então, sofremos uma virada machadiana involuntária, e a oitava temporada se inicia sem o Lex, e sob desculpas muito esfarrapadas. Pelo menos tivemos o privilégio de conhecer a Tess Mercer, interpretada pela surpreendente Cassidy Freeman, que só não conseguiu uma coisa: substituir o Lex.

E nem era essa a intenção, como afirma o ator Michael Rosenbaum nessa entrevista concedida à revista TV Guide. Ao contrário de muitos atores que, marcados por um personagem, adquirem ojeriza à simples ideia de mencioná-lo, Rosenbaum falou sobre sua relação com os fãs, os motivos que o levaram a retornar, e como foi o reencontro com o personagem, após três anos separados.

Como o Larry King permanece responsável apenas pelas entrevistas que nós mesmos fazemos, acompanhe esta com o Michael Rosenbaum, que foi traduzida pelo nosso mais novo empregado: Piers Morgan, do almoxarifado.

Smallville
Entrevista com Michael Rosenbaum

Repórter: OK, por que demorou tanto?
Rosenbaum: Nunca caiu essa ficha, e eu sentia como se tivesse comprido o meu papel. Estou tão lisonjeado pelo fato de os fãs me quererem de volta, mas eu estava ocupado. Eu estava fazendo outras coisas, trabalhando em mim mesmo, deixando o cabelo crescer. [Risos]

Como foi isso pra você?
Rosenbaum: [Risos] Eu contratei um novo agente há mais ou menos um ano, e eu disse que queria ter uma reunião geral com cada executivo da cidade, porque se você simplesmente disser o meu nome, eles vão me associar com Smallville. Deixe-me ir lá e seduzi-los. E é isso o que eu tenho feito, tentando restabelecer quem eu sou.


Então por que voltar agora?
 Rosenbaum: Eu estava prestes a gravar Breaking In [sua nova série, estreou na FOX em abril deste ano — Nota de Piers Morgan], e percebi que, se não fizesse agora, não ia fazer nunca mais. E os fãs jamais iriam me perdoar. Eu devia isso a eles. E, você sabe, eu queria fazer.

E como foi?
Rosenbaum: Eu estou tão grato por ter feito isso. Foi provavelmente um dos melhores dias de filmagem que eu já vivi. Eu não queria que acabasse.

Como nos velhos tempos, hein? 
Rosenbaum:  Pessoas, antigos membros da equipe  — que não estavam mais trabalhando na série — vieram me ver. Era como uma grande família, estavam de braços abertos, receptivos. E eu estava tão nervoso. Eu já disse isso antes, mas eu estava tipo "Oh meu Deus, será que eu consigo fazer isso? Já se passaram três anos. Eu tenho cabelo agora... essa careca falsa vai funcionar? [EU SABIA QUE ERA FALSA ESSA CARECA — Nota de Piers Morgan]" Tudo veio junto, a careca falsa funcionou, as cenas que eu fiz foram muito divertidas, e o Tom foi óptimo. Foi como se eu nunca tivesse saído. E é verdade... Eu sei que tem gente que gosta de fazer média, mas eu te diria se alguém tivesse sido um cuzão.

Parece óptimo.  
Rosenbaum: Foi, na verdade, uma das melhores experiências. Eu adoraria que tivesse funcionado antes, mas este foi definitivamente o momento certo. Eu saí, depois voltei para uma última vez. E eu acho que os fãs vão mesmo adorar o episódio. E eu nunca vou ter que ouvir "Por que você não voltou?", acho que isso iria me assombrar.

O que o Lex faz? 
Rosenbaum: Hmmm...seu esquema de clonagens funcionou, só que há uma grande virada. E tem uma cena inédita com a minha irmã Tess [Cassidy Freeman]. Eu também tenho uma grande cena com Clark [Tom Welling] que vai lançá-los em seus destinos de adversários.

Essa foi a primeira vez que você se encontrou com a Cassidy? Nós a amamos. 
Rosenbaum: Foi. E ela é óptima! Eu fiquei tipo, atraído por ela! Estávamos trabalhando numa cena, e atirando pra todos os lados, e as pessoas ficaram dizendo que parecia que trabalhávamos juntos há anos! Eu lembro que, três anos atrás, a sua agente, que que também era minha agente, ligou e disse, "Hey você quer falar com a Cassidy? Ela vai te substituir" E eu disse, "Em primeiro lugar, ninguém me substitui" [Risos] Eu disse, "Ela não é uma substituta, é uma nova personagem... e sim, eu vou falar com ela". E quando ela me pediu um conselho, eu só disse para ir até lá, eles são incríveis e que ela iria adorar. Três anos depois, finalmente nos encontramos pessoalmente.

Essa cena com o Tom... será o nascimento do Presidente Lex Luthor? 
Rosenbaum: Sacomé, né, eu não vou responder isso [Risos] Você vai ter que esperar.

Parabéns por Breaking In, a propósito. 
Rosenbaum: Aww, obrigado. Vocês são um doce [GET A ROOM! — Nota de Piers Morgan] Eu adoro esse elenco insano. adore this freaking cast. E o apoio, então? Eles sempre tiram sarro de mim, porque quando estamos num take, às vezes, eu digo "Hey galera! Eu vou fazer uma série", o que significa que eu vou fazer uma fala três vezes seguidas, de formas diferentes, mudando um pouco. Então, agora, o elenco vai falar, tipo, "Eu vou fazer um Rosenbaum!" [Risos — Estou com sono, meu inglês não é perfeito e eu não entendi qual foi a graça]

De qual episódio você lembra com mais carinho, de todos os seus anos em Smallville?
Rosenbaum:  Aquele com a velhinha, eu acho que foi em "Hourglass" [no Brasil,  "Destino"  — 1ª temporada] em que eu me torno presidente no futuro. Aquele com as previsões, eu toco em margaridas e elas viram esqueletos e uma chuva de sangue cai do céu. Eu sempre gostei desse, eu me lembro vividamente, trabalhando com o diretor Greg Beeman, que é um dos meus melhores amigos.

Você tem um momento preferido?
Rosenbaum: Uau, há tantos. Acho que um dos meus favoritos foi a series finale, estar com a equipe mais uma vez, trabalhar com o Tom pela última vez. Foi, com certeza, emocionante.


domingo, agosto 29, 2010

ESPECIAL FRASIER | PARTE 3

Para entender Frasier, você não precisa rigorosamente ter conhecido sua fase no Cheers. Claro que ajuda um bocado, mas além de não ser obrigatório, se você ainda não sabe, já fizemos um Especial a respeito.

O público aqui é predominantemente adulto, herdado de Cheers, nos onze anos em que esteve no ar. Os próprios atores de Frasier já tinham mais de 30 anos quando estrearam. À primeira vista, nada ali exerce muito fascínio no público jovem, principalmente o que chega zapeando.

Ganha quem chega guiado pela curiosidade, como eu. Comecei com os boxes de Cheers (na promoção), e o Dr. Crane aparece justamente na 3ª e última temporada lançada no Brasil. Poderia ter parado pro aí, mas pesquisando sobre a série eu descobri que o psiquiatra ganhara uma sobrevida independente... Por quê?, eu me perguntei. Vi que eram 11 temporadas do spin-off e comprei, novamente às cegas, a 1ª temporada de Frasier (na promoção). O resto você está vendo aqui.
Logo que chegaram os boxes de Cheers, eu gostei tanto que fiquei preocupado: ao todo, eu iria gastar com 22 temporadas - 11 de cada. Ia me custar um dinheiro interessante. Mal sabia eu que a distribuidora Paramount iria se intrometer nas minhas economias, e dizer: - Calma aí. Você não vai comprar tudo isso, não.

A polêmica dos DVDs

http://img251.imageshack.us/img251/2466/dvdsvera.jpg

Se já tinha sido difícil me contentar com 3 míseras temporadas de Cheers, eu nunca imaginei que fosse ter tanto problema com os DVDs de Frasier. As duas primeiras caixas foram fáceis de achar, já a 3ª... Simplesmente não achei em lugar nenhum. Bati perna, entrei em contato com lojas de vários estados, falei com Guttenberg Barros (dublador brasileiro do Frasier), e seguindo recomendação dele consegui que meu amigo Matheus Silva procurasse na Fnac de Campinas, mas no fim ninguém encontrou o tal box A solução que restou foi comprar importado. E não foi fácil. Longa história.

O epicentro é, mais uma vez, a dona Paramount que exerceu sua deplorável política de lançamento e distribuição das suas séries. Não bastasse ter lançado menos temporadas do que devia, colocou em circulação uma quantidade insuficiente de boxes do 3º ano, que estão esgotados. Tentei entrar em contato com eles várias vezes, mas não obtive resposta*

Como a minha indignação não foi pouca, eu apelei para o Supremo: entrei em contato com Kelsey Grammer, o Frasier em pessoa, e relatei o ocorrido. Já que não pude encontrar nas lojas, ele me apontou uma solução (exclusivo). "Em breve, Blogaritmox, nós teremos todos os DVDs bem aqui: KelseyLive.com" . O site é uma rede social criada pelo ator, e que funciona também como uma central de conteúdos originais, todos compartilhados gratuitamente com os usuários. "Estamos só negociando com os estúdios, e em breve estará tudo pronto". O plano de disponibilizar a série, Kelsey avisa que é coisa mais pra frente: "(...) e já que você ainda não pode comprar nada no site, por enquanto nós só temos a rede social funcionando. Em breve vamos acrescentar mais coisas".Você, artista, agora pense duas vezes antes de me negar uma entrevista. Quer dizer, agora tanto faz. Eu falei com Kelsey Grammer...
* Na semana passada, finalmente, a Paramount deu sinal de vida. Acompanhe a resposta que nos foi enviada pela Sra. Amanda Anjos:
(...) Com relação ao lançamento dos títulos, a Paramount Home Entertainment (Brasil) seguiu as informações determinadas para o lançamento na América Latina.
Informamos que as demais Temporadas da série "Frasier", estão sem data definida para ser entregue no Brasil.
Você pode acompanhar os lançamentos no site.
Questionei o fato de a 4ª temporada, com legendas e dublagens em português, ter sido lançada em outros países mas não no Brasil (absurdo!). Eles não responderam.

Mesmo antes da febre dos DVDs, Frasier já movimentava as indústrias: além de episódios avulsos, temporadas inteiras chegaram a ser lançadas em VHS. Além disso tivemos CD, livros, outros produtos licenciados.

O último capítulo

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Não graças à Paramount, consegui assistir ao episódio de uma hora "Goodnight, Seattle", que encerrou as atividades do The Dr. Frasier Crane Show na KACL e na televisão.

Frasier sofre para dar adeus à namorada Charlotte (Laura Linney), que está de mudança para Chicago. Por outro lado, sua inescrupulosa agente Bebe Glazer (Harriet Sansom Harris), sob circunstâncias bem duvidosas, conseguiu para ele uma irrecusável proposta de trabalho em São Francisco. E na KACL, Roz foi promovida a chefe.

No dia do casamento de Martin com a Ronee (Wendie Malick), Niles e Daphne tiveram que levar Eddie para o veterinário para que ele "devolvesse" as alianças que engoliu. Grávida, Daphne acaba tendo que dar à luz ali mesmo, no leito do consultório.

É durante um voo de avião que Frasier conta toda essa história para uma moça que está sentada ao seu lado. O destino da viagem? Chicago.

"Goodnight, Seattle" foi visto por 25.2 milhões de telespectadores.

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segunda-feira, julho 05, 2010

HUGH LAURIE E LISA EDELSTEIN FALAM SOBRE A 7ª TEMPORADA DE HOUSE

Todo mundo já veio meter o bedelho no relacionamento de House e da sua chefe Cuddy, que promete grandes reviravoltas na 7ª temporada de House. E olha só o que diz Hugh Laurie, o intérprete do médico mais famoso do mundo: "Apertem os cintos, seria meu conselho". O doutor mandou.

No mundo todo os fãs ficaram apreensivos com a tensão cada vez maior entre os dois personagens. O risco de House se descaracterizar do seu típico mau-humor foi tema de várias discussões, dentro e fora da série. "Tive uma semana de treinamento em felicidade antes de a temporada começar, estou assobiando mais do que o normal", revelou o ator em entrevista à Entertainment Weekly.

"Passei duas semanas me preparando para o beijo", disse Lisa Edelstein, a Dra. Cuddy, na cerimônia do Emmy. Ela só não brincou com coisa séria: "A dinâmica entre Cuddy e House não vai mudar, eu odiaria que isso acontecesse". Ninguém iria gostar.

A atriz sentiu na pele a pressão: "Estava morrendo de medo de dizer 'eu te amo'. Mas acho que, na última cena da sexta temporada, a Cuddy deixa claro que está pronta para fazer isso". E é exatamente isso o que ela faz, e que a sétima temporada resolva todas as questões que ficaram pendentes. Só não pode reinar a lua-de-mel no Princeton-Plainsboro, aí não seria House.


sexta-feira, maio 07, 2010

MARTHA KENT E PERRY WHITE VOLTAM A SMALLVILLE. VEJA ENTREVISTA COM OS ATORES!

Na contagem regressiva para o Dia das Mães, uma das personagens mais carismáticas vai voltar a Smallville. Martha Kent, a mãe de Clark, vai dar as caras no seriado muito bem acompanhada.
A participação de Annette O'Toole não era novidade para nós, e sabíamos que ia ser na reta final. Pois bem, ela estará em "Hostage", episódio que será exibido hoje pelo canal CW. Ao seu lado, estará Perry White, futuro chefão do Planeta Diário, interpretado novamente por Michael McKean (sua primeira aparição na série foi na 3ª temporada, no episódio "Perry". Curiosamente, os dois devem formar um casal na trama, coisa que eles realmente são na vida real.
Vejam, em primeira mão no Brasil, a entrevista que eles concederam a uma revista estadunidense na semana passada. Eles respondem se poderão virar fixos na 10ª temporada.

Os fãs de Smallville estão muito animados por ter Martha Kent de volta. Como é retornar assim?

Annette O'Toole:
É tão óptimo voltar. Eu adoro as pessoas aqui e foi muito difícil ter que deixá-los originalmente. Foram muitos beijos e abraços antes das gravações. Eu não tenho feito TV ou cinema desde então, só teatro. Então eu pensei "Quando disserem 'ação', o que vou fazer?". Eu fiz [risotas].

Michael, nós não te vemos desde a 3ª temporada. Como é chegar nesse momento crucial de Lois e Perry se conhecendo?

Michael McKean:
É óptimo. Eu cresci lendo as revistas do Superman. Na segunda temporada, em face às reclamações da minha esposa, eles cogitaram me colocar como o diretor da escola, mas eu não peguei porque tive um problema de agenda. Estou tão feliz porque agora eu sou Perry White, meu Deus! Estou no escritório do Daily Planet office, com o globo e a coisa toda. Foi muito intenso. Ademais, o fato de voltar seis anos depois e constatar que Tom Welling não envelheceu nem um pouco [risotas], chega a ser irritante.


O que você pode nos dizer sobre como Lois e Perry vão interagir?

McKean:
No início, ela vai ser aquela mesma garota que o Clark conheceu, e graduamente foi constatando que ela tem é muita personalidade. Ela é aquele tipo de pessoa uma-em-um-milhão, que nasceu pra fuçar o formigueiro e ver o que tem lá dentro. Ela é a [Bob] Woodward do meu [Carl] Bernstein, eu acho. [Esses são os jornalistas que, juntos, revelaram o escândalo de Watergate]

O'Toole:
Você parece mais com o Woodward. Mais alto.

McKean:
Eu sou um velho WASP, é o que você está dizendo. [Aqui: boa sorte]

O'Toole:
É, pois é. [Risotas]

McKean:
Tem uma cena em que estou passando à Lois algo em que estou trabalhando, e nós percebemos que há uma confluência, que nós estamos vendo a mesma história de diferentes aspectos. Foi muito divertido de fazer.


O papel de Martha é muito mais do que apenas ser mãe agora. Ela é senadora da república. O que você acha dessa revolução?

O'Toole:
É fabuloso! É algo que ela provavelmente tem feito durante todo esse tempo. Ela estava estudando para ser uma advogada, decidiu não fazer isso. Ela mergulhou no casamento e na fazenda, e eles quizeram formar uma família, que não funcionou, até que eles acharram um bebê --

McKean:
Um superbebê! [Risotas]

O'Toole:
É, [Cala a boca Michael!] Eu amo o fato de que ela será sempre sua mãe, e sempre colocou seus interesses na frente de tudo, mas ela está em outro lance, também. Quando as crianças crescem e saem de casa, você tem que ter sua própria vida. Ela perdeu sua alma gêmea, então eu estou feliz que Martha tenha isso. Ela está fazendo coisas boas em Washington.


Ser a Red Queen - Rainha Vermelha, é uma coisa boa? As promos parecem dizer que se trata da Martha.

O'Toole:
Eu não posso falar sobre isso, mas eu posso dizer que Martha é do bem. Ela irá até onde for necessário para proteger o segredo de Clark.

McKean:
O quão longe pode ir uma mulher para proteger seu filho?

O'Toole:
[Cala a boca Michael!] Soa como uma boa sinopse para um filme biográfico. Nós estivemos nesse filme, né?

McKean:
Creio que sim. [Risotas]


Como a visita de Perry e Martha vai afetar o relacionamento de Lois e Clark?

McKean:
Definitivamente será um ponto decisivo para Lois, e por extensão, para Perry. O impacto será visto no decorrer da história.

Martha é contra Clark revelar sua identidade para Lois?

O'Toole:
Não. Ela quer que ele seja feliz. O maior desejo de Martha é que seu filho seja normal e amado. Ela não vai viver para sempre [spoiler?]portanto ela quer que ele seha feliz.


Qual seria a preferência de Martha? Que salvasse seu relacionamento ou o mundo primeiro?

McKean:
Não se pode ter os dois? [Cala a boca Michael!]

O'Toole:
Tipo, uma mulher não pode ser mãe e ter uma carreira? [Risotas] Você não pode salvar o mundo e ter uma namorada?


Já que Smallville foi renovado para a 10ª temporada, algum de vocês vai retornar no próximo ano?

O'Toole:
Ninguém nos disse nada a respeito.

McKean:
Vamos ter que ver como vai se desenrolar a 10ª temporada, e só então saberemos. Nós realmente não sabemos ainda. Vamos ter que fingir que não estamos interessados, e só então eles se interessam [Risotas]. Estamos só cogitando. Ambos tempos temos coisas a fazer, e pretendemos fazê-las até ver o que será possível.


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domingo, março 07, 2010

EXCLUSIVO! ENTREVISTA COM WALCYR CARRASCO, AUTOR DE "CARAS E BOCAS"

Pra quem pensou que já tinha visto tudo, Caras & Bocas foi responsável pela mais nova revolução na carreira de Walcyr Carrasco. Foi a união das condições mais favoráveis: texto inspirado e com histórias agradáveis, atores bem selecionados, direção no ponto, um macaco que agradou e não nos lembrou da Sessão da Tarde, novela anterior fracassada (Três Irmãs), e novela das oito em baixa (Viver a Vida, que só foi melhorar agora). Vários capítulos de Caras e Bocas conquistaram as maiores audiências do dia - e estamos falando de uma novela das sete!

Resultado: hoje, Walcyr faz parte oficialmente do 1º time de autores da Globo. Cogitou-se que ele teria sido promovido ao horário das oito, mas por enquanto isso não deve acontecer. Ele, inclusive, já está trabalhando na sua próxima novela, que pode estrear ainda este ano, depois de Ti Ti Ti. Para isso, já está fazendo suas pesquisas, buscando inspirações na cultura japonesa.

De uma forma geral, nenhum outro autor me acompanhou em tantos momentos, e durante tanto tempo. As novelas eu vi em todas as emissoras. Os livros, li todos os que passaram pela minha mão - exceto O garoto da novela, que me roubaram antes de eu concluir.

Acho que este é o melhor momento para anunciar a mais nova conquista de Larry King: uma entrevista exclusiva com Walcyr Carrasco! Não estou dizendo que Larry King seja um ladrão de livros, mas a sua biblioteca pessoal é extensa demais para um homem que está na lista negra de todos os donos de sebos de livros deste Hemisfério.


BLOGARITMOX ENTREVISTA
por Larry King



BLOGARITMOX - Você já escreveu vários livros, peças, crônicas. É um acervo considerável de narrativas. Um livro de crônicas, por exemplo, condensa várias histórias das quais o leitor geralmente se despede com pesar. Mesmo assim, nenhuma de suas publicações foi reaproveitada na TV (até onde sei). Há algum motivo especial para isso?

WALCYR CARRASCO - O principal é que nunca ofereci, acredito. Para mim, cada obra é uma obra, com sua linguagem, sua trama. E acabo não oferecendo o que, no fundo, eu devia fazer.


BLOGARITMOX - Em Caras e Bocas, pela 1ª vez, eu identifiquei seu lado "cronista", explorando várias histórias curtas dentro de um folhetim, e com uma vantagem: mesmo com o rápido desfecho, os personagens continuavam ali para serem apreciados, e até mesmo para novas aventuras. Ainda havia fôlego para mais histórias?

WALCYR - Havia sim. Os personagens se recriavam, as histórias surgiam. Mas eu estava exausto, acho que não tinha mais fôlego físico para escrever mais.


BLOGARITMOX - O sucesso da novela surpreendeu muita gente, inclusive a mim (não levei fé num folhetim com um macaco). O público bancou a história até o final. Mas nem sempre é possível agradar – qual a sua relação com o ibope, e o que faz quando percebe que determinada trama não está dando certo?

WALCYR - Veja bem, a audiência é um dado. Mas o dado mais significativo é minha própria intuição. Eu assisto a novela todos os dias e sinto quando alguma coisa não está rolando. A audiência pode até estar boa, mas eu sei que não vai sustentar. Mas isso para mim é um estímulo para buscar soluções criativas.


BLOGARITMOX - Você consegue listar quem francamente te surpreendeu nessa novela?

WALCYR - Hummm...Tanta gente! Então, para não ferir ninguém, vou ficar com a Isabelle Drummond, que foi genial como Bianca, o Miguel Rômulo como Felipe e o David Lucas como Espeto. Faço uma homenagem aos adolescentes da novela!


BLOGARITMOX - Na Globo, você já passou por praticamente todos os horários - inclusive pelas manhãs, quando assumiu o Sítio. De todos os públicos com que você já trabalhou, qual deles é o mais trabalhoso?

WALCYR - Todos são. Cada um representa um desafio. Eu não costumo levar a minha vida pensando no que é "mais" ou "menos". Cada experiência tem seus momentos difíceis.


BLOGARITMOX - Você tem uma novela preferida, dentre as suas?

WALCYR - Ah, eu tenho um carinho especial por Xica da Silva, que me projetou nacionalmente.


BLOGARITMOX - E você considera que hoje, o autor está em maior evidência, sendo mais valorizado, e também mais cobrado nos dias de hoje?

WALCYR - Eu acho que o autor sempre foi cobrado. Hoje a mídia é mais forte, existe um número maior de órgãos de imprensa voltados para a televisãom internet... Portanto há uma cobrança constante.


BLOGARITMOX - "Vida de Droga" (seu livro mais vendido) conta o drama de Dora, garota rica e muito mimada, que vê tudo desmoronar quando o pai perde o emprego. As más companhias influenciam-na a entrar de cabeça no mundo das drogas, explorado pelo livro com riqueza de detalhes. Este foi o seu paradidático mais denso: tema delicado, com passagens fortes, e o alvo eram os leitores mais jovens. Você chegou a declarar que escrevê-lo "foi um trabalho sofrido". Como você conseguiu encontrar a forma adequada de tratar sobre as drogas, sem perder a conexão com o público-alvo?

WALCYR - É um processo que não sei explicar. Eu entro na pelo dos personagens, "vivo" a história deles, sob a ótica deles. E, é claro, sofro como eles.


BLOGARITMOX - "Balança Coração" é o livro que mais me lembra uma novela das 6: história de amor com seus percalços, que se resolvem quando o casal percebe que eles próprios são responsáveis por seus obstáculos. É uma história universal. Qual avaliação você faz desse romance?

Gosto muito, porque trata de um tema moderno: uma vegetariana e o filho do dono de uma churrascaria namorando! Eu ainda acho a ideia divertida, alegre.


BLOGARITMOX - Xica da Silva foi a melhor novela que já vi. Escrita sob a máscara do anonimato, deu ao texto um poder ilimitado. Foi uma novela tão surpreendente, e de uma riqueza tão grande que só me resta perguntar: Como foi escrevê-la?

WALCYR - Era minha primeira grande oportunidade, de verdade, eu tinha a sinopse há anos quando a Manchete resolveu fazer. E ainda por cima escrevi com pseudônimo - Adamo Angel - ou seja, atingi o nível máximo de tensão. Mas também, por ter pseudônimo, eu fiz questão de pesquisar a história, hábitos sociais, linguagem, dialetos, expressões da época. Foi um trabalho muito enriquecedor.


BLOGARITMOX - A ida para a Globo contou com o apoio de Walter Avancini (que dirigiu Xica da Silva). Nessa emissora, começaram juntos com O Cravo e a Rosa (2000), mas a parceria foi interrompida no meio de A Padroeira, com a morte do diretor. A Padroeira marcou a despedida de Walter Avancini, e seu encontro com Elizabeth Savalla, da qual, felizmente, você nunca mais largou. Já explorou seu lado sério, cômico, dramático, pérfido... É ela seu amuleto da sorte? Por outro lado, como foi a perda do seu grande companheiro Avancini?

WALCYR - Eu ofereci a primeira fatia do bolo de meu aniversário para a Elizabeth Savalla, justamente porque ela é a "herança" que o Avancini me deixou. Nós dois fomos descobertos, construídos artisticamente por ele (ela em Gabriela, eu em Xica da Silva). E perdê-lo foi muito doloroso, ainda tenho saudades. Mas ficou a Savalla, com quem tenho uma relação profissional muito rica.


Esta postagem é dedicada, também, aos familiares e amigos do ator Dener Pacheco, o Renan de Caras e Bocas, que faleceu ontem.

"Blog de humor e fantasia, criado para fins de entretenimento, apenas. As informações e opiniões aqui contidas podem não corresponder à realidade. Se você se ofendeu com alguma postagem, certamente a mesma se trata uma ficção que deve ser imediatamente desconsiderada, e não levada a sério"
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