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Sábado, Outubro 04, 2008

KIKO E O PÂNICO: A ENTREVISTA | FINAL

Foi interessante quando Vesgo & Silvio perguntaram "Você tem outro personagem famoso no mundo, além do Kiko?" e o Carlos Villagrán respondeu "não, só o Kiko". A dupla de humoristas, porém, lembrou do Quase Nada, vilão que o ator interpretava em Chapolin. Talvez nesse momento ele tenha se dado conta de que, de certa forma, desperdiçou anos da sua vida dedicando-se apenas ao Kiko, preterindo sua condição de ator - o que não acontecia na época em que trabalhava com o Bolaños. Ele sempre escrevia personagens diferentes para Villagrán, que aliás, nunca decepcionou. Boa, Pânico!
Sobre a sua saída do seriado, talvez a pergunta que ele mais tenha ouvido durante toda a sua vida, Carlos respondeu: foi em 1978, "porque me tiraram". E a velha ladainha de sempre: "o Kiko adquiriu mais popularidade que o Chaves, fez mais sucesso que o Chaves (...). Fui proibido de fazer o Kiko no México por 20 anos". E a pergunta delicada: o personagem é do Chespirito ou seu? E lá vem mais ladainha: "Segundo ele, é dele. Mas é meu. Isso (apontou para as bochechas infladas) é meu." E ao invés de ficar calado, Villagrán soltou essa idiotice: "Roberto pensa que é Deus. Pensa que é o criador de tudo (...) Tiraram o Kiko e o Don Ramon saiu por solidariedade. E o Vesgo perguntou: "Haveria algum motivo pessoal?", e a resposta foi ainda pior: "Inveja, ciúmes profissional e ego".
Carlos deixou clara também a sua satisfação com o carinho do público, que o emociona ainda hoje. Não se engane pelas minhas palavras. Eu sou fã dele. Mas do Chespirito também, e não o acho perfeito, mas também não é justo que o Villagrán fale o que bem quer, pois sua língua solta já causou muitos problemas até pra ele. Concordo que ele deva interpretar o Kiko quando bem entender, mas isso não o faz criador do personagem. Sem o Chespirito, Kiko não existiria, seus famosos bordões também não, e sabe-se lá o que seria de Carlos Villagrán hoje.
Toda a briga deles, claro, tem a ver com os direitos autorais. Em tese, Chespirito tem direito a receber os créditos pela criação do Kiko, e também de receber dinheiro por isso. Mas pelo visto ele não estaria querendo abrir mão de um ou de outro. Nem ele nem o Carlos. E nem a Maria Antonieta de las Nieves. Longa história! Deixa pra lá.
Tudo por culpa do maldito dinheiro... Sempre ele! Até quando o mundo vai continuar pelejando por causa de valores pecuniários, e pedaços de papel coloridos que nunca fizeram ninguém feliz? Pra mim já chega! Vou pegar todo o dinheiro que eu tenho e tacar fogo neste momento!

VEJA A PRIMEIRA PARTE DESTE ESPECIAL.
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Veja também outras matérias sobre o Kiko no Pânico na TV:
Pânico encontra Carlos Villagran - O Barril Amarelo: Kiko e o Pânico - O que era o presente misterioso? Era uma bola quadrada - O dia do Chaves no Pânico

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

KIKO E O PÂNICO: A ENTREVISTA | PARTE 1

Não era essa a intenção, mas preparamos pra você um especial com tudo o que foi dito, ou não, no último Pânico na TV, que trouxe finalmente a entrevista com o Carlos Villagrán. O ator recebeu muito bem a equipe do Pânico, comportamento que eu acredito que ele dispensa a todos os seus fãs, principalmente quando tem o nome Brasil na história. Ele sabe que o Kiko é também muito popular por aqui, já se encontrou com seu dublador Nelson Machado, se diz muito grato a ele e até se dispõe a imitá-lo de vez em quando.
Mas por outro lado, incomoda o fato de que Villagrán não foi cem por cento verdadeiro nas respostas que deu ao Pânico. Ele ainda se diz criador do Kiko, coisa que não é. No máximo, ajudou a compor o personagem criado pelo Chespirito, e claro, sem a sua interpretação o Kiko não existiria. Villagrán admite que o personagem poderia ter qualquer outro nome (Paco, Silvio, Vesgo...), mas por acaso se chama Kiko. Sabe por que? Porque o criador, Chespirito, quis assim.
Para aqueles que não sabem, vamos abrir uns parênteses para explicar novamente como surgiu o Frederico. Rubén Aguirre, o Professor Jirafales, já trabalhava com Villagrán antes de Chaves, no programa El Club de Shory (foto). E o Carlos tinha um personagem bastante conhecido no México, um (se não me engano) boneco de bochechas infladas chamado Pirolo - que inclusive era seu apelido por lá. Foi Ruben que levou Villagrán ao encontro de Chespirito, que estava em vias de criação de Chaves. Chamaram-no para interpretar um menino pra ser amigo do Chaves. Carlos teria interpretado um simpático guri de nove anos, mas de bochechas coradas e normais. Conhecedor da fama do tal do Pirolo, Chespirito pediu: infle as bochechas. Deixe-as assim.
E nasceu o Kiko.
Enfim, Carlos ignorou esse episódio ao ser perguntado como tudo começou. O Pirolo, que deveria ter marcado sua carreira, hoje é só uma página esquecida no passado. Sem embargo, ele era sim jornalista, como muitos sabem.
Quando perguntado sobre como entrou para o Chaves, respondeu: "Não era para ser um programa inteiro, mas apenas uma esquete de 10 minutos, que ninguém sabia se ia se repetir. Mas o sucesso foi tão grande que desse esquete veio a estréia de um programa de uma hora. Começamos em 1972". Há uma confusão em torno do ano de estréia do Chaves. Para uns foi 1971, mas o próprio elenco diz ter sido em 1972.
Sobre as gravações, o ator confessa: "Éramos uma família. Compenetrados, todos sabíamos o texto de cor". Seu colega preferido, como todos sabem, era o Seu Madruga. É bom observar que o Pânico tem todas as glórias por ter feito a entrevista, mas cá pra nós, praticamente todas as perguntas feitas são daquelas que o Carlos Villagrán tem respondido há décadas. Como, por exemplo, se ele põe algodões nas bochechas pra fazer o Kiko. Há muito tempo nós sabems que não, esse é um dom natural dele.


PÂNICO NA TV
ENTREVISTA COM O KIKO



PARTE 2


AMANHÃ: A SAÍDA DE KIKO DO SERIADO
A VELHA LADAINHA DE SEMPRE!

VEJA A CONTINUAÇÃO DESTE ESPECIAL.
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"Blog de humor e fantasia, criado para fins de entretenimento, apenas. As informações e opiniões aqui contidas podem não corresponder à realidade. Se você se ofendeu com alguma postagem, certamente a mesma se trata uma ficção que deve ser imediatamente desconsiderada, e não levada a sério"
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