quarta-feira, setembro 21, 2016

Power Rangers: Fotos oficiais revelam os megazords do filme

Olha, a curiosidade sobrevive, mas a cada novidade que aparece eu fico menos empolgado  com esse novo filme dos Power Rangers... Até a franquia Transformers faz robôs mais realistas que esses da foto, vamos combinar.

O longa estreia em 24 de março de 2017.






terça-feira, setembro 20, 2016

Série mais cara da Netflix, The Get Down é um fiasco de audiência, afirma site



A série mais cara da história da Netflix (mais de US$120 milhões reportados), The Get Down não atingiu as expectativas de audiência do serviço de streaming. A informação vem da SymphonyAM, site que mede a audiência dos sites de streaming através de conversas nas redes sociais e outros números colaterais, uma vez que a Netfliz se recusa a divulgar números de audiência concretos.

Segundo o site, The Get Down foi vista só por 3.2 milhões de espectadores, bem menos de metade do conseguido por sucessos como Orange is the New Black (15 milhões) e Stranger Things (13 milhões) nos primeiros 31 dias on-line. Os primeiros seis episódios de The Get Down estão disponíveis na Netflix desde 12 de agosto.

Misturando música com drama, a série musical cocriada por Baz Luhrmann (Moulin Rouge) conta a história de um grupo de jovens vivendo na Nova York falida e decadente dos anos 70, e de como uma geração considerada perdida deu à luz ao punk-rock, ao hip-hop e à disco music. Promete ser uma viagem cultural com o toque de ousadia visual, o ritmo e idealismo que é a marca de Luhrmann, que criou a série ao lado de Shawn Ryan (The Shield). — via OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA.

Primeiramente, é bom deixar claro que essa audiência se refere apenas a audiência dos EUA — e a Netflix já declarou, em outras situações parecidas, que como as suas séries são exibidas mundialmente, o que importa para eles é a audiência global. Não sei até que ponto eles seguem esse mantra, mas é uma justa e bonita política.

Contudo, The Get Down é uma série que, muito voltada para o público norte-americano, pois reconstrói um período histórico muito específico que, à primeira vista, só interessa a eles ou a quem viveu os anos 70 e tem algum lastro de lembrança dos eventos que ocorreram em Nova York naquela época. A história é um pouco fechada e com muitas referências que o telespectador médio, inclusive eu, não alcança. Isso não impede você de embarcar na série, tampouco pode ser considerado um demérito, mas é uma aposta de pouco apelo mundial, por não se escorar nos anos 70 em si (a depender do ângulo em que se analise), mas em um recorte histórico de pouco apelo global, a não ser que você se interesse muito pelo que estava acontecendo no subúrbio de Nova York naquela época.

Tanto que o maior desafio da Netflix, nas redes sociais, é convencer o público de que a série é para todos.

Na segunda parte da primeira temporada, que irá estrear só em 2017 por não ter ficado pronta a tempo, vamos acompanhar o desenrolar da história que, na reta final, deu uma boa engrenada e promete ser mais popular, na medida do possível.

segunda-feira, setembro 19, 2016

Os vencedores do Emmy 2016


American Crime Story: O Povo Contra OJ Simpson foi a grande vencedora da 68ª edição do Emmy Awards, realizada neste domingo em Los Angeles. A série antológica de Ryan Murphy (American Horror Story, Glee) levou cinco estatuetas, ficando à frente de Game of Thrones, que foi eleita a melhor série dramática, terminando a cerimônia com três troféus e se tornando a série mais premiada da história, desbancando Frasier (1993-2004), que tem 37.

Dentre as surpresas da noite, Ben Mendelsohn, de Bloodline (Netflix), foi escolhido o melhor ator coadjuvante de série dramática. O queixo do mundo caiu de vez nas categorias de melhor ator e atriz de série dramáticas: os novatos Rami Malek, por Mr. Robot, e Tatiana Maslany, por Orphan Black. Era a primeira indicação de Rami, e a segunda de Tatiana.

As vitórias de Tatiana e Malek surpreenderam pelo fato de a Academia premiar o trabalho de dois jovens atores, em detrimento de veteranos; alguns já tarimbados na disputa e que não conhecem a cor do troféu. Falo particularmente do "casal" Robin Wright e Kevin Spacey, de House of Cards, sempre bem recomendados pela crítica, mas jamais premiados por seus papéis. No caso de Remi Malek, eu achei o prêmio um tanto prematuro, já que esta é a sua primeira temporada em Mr. Robot e, sinceramente, ele não trouxe nada que o destacasse frente aos demais. Já no caso de Tatiana, à frente de Orphan Black por várias temporadas, e construindo personagens completamente diferentes com uma destreza impecável, a estatueta é um merecido reconhecimento, embora a série em si seja inferior às de todas as outras concorrentes. A noite foi dela.

Já entre as comédias, os mais cotados reprisaram seus troféus do ano passado. Julia Louis-Dreyfus, de Veep, venceu o quinto Emmy seguido de melhor atriz, e pode não mais se inscrever no ano que vem, para dar chance às suas colegas, segundo especula-se. Jeffrey Tambor, de Transparent, levou o prêmio de melhor ator. Veep, pelo segundo ano consecutivo, foi eleita a melhor comédia, numa categoria sem grandes concorrências.

Veja os vencedores em nosso álbum no Facebook, com meus comentários em todas as categorias, (e na lista abaixo).



Melhor série dramática
Game of Thrones (HBO)
House of Cards (Netflix)
Downton Abbey (+Globosat, GNT, Cultura)
Better Call Saul (Netflix)
Mr. Robot (Space, Record)
The Americans (Fox Action)
Homeland (Fox Action)

Melhor série de comédia
Veep (HBO)
Transparent
Silicon Valley (HBO)
Unbreakable Kimmy Schmidt (Netflix)
Blackish (Sony)
Modern Family (Fox Life)
Master of None (Netflix)

Melhor minissérie
American Crime Story: O Povo contra OJ Simpson (FX)
Fargo
American Crime (AXN)
Roots (History)
The Night Manager

Melhor atriz em série dramática
Robin Wright (Claire Underwood em House of Cards)
Viola Davis (Annalise Keating em How to Get Away With Murder)
Taraji P. Henson (Cookie Lyon em Empire)
Claire Danes (Carrie Mathison em Homeland)
Keri Russell (Elizabeth Jennings em The Americans)
Tatiana Maslany (vários personagens em Orphan Black)

Melhor ator em série dramática
Bob Odenkirk (Saul Goodman em Better Call Saul)
Kevin Spacey (Frankie Underwood em House of Cards)
Kyle Chandler (John Rayburn em Bloodline)
Liv Schreiber (Raymond Donovan em Ray Donovan)
Rami Malek (Elliot Anderson em Mr. Robot)
Matthew Rhys (Philip Jennings em The Americans)

Melhor atriz em série de comédia
Julia Louis-Dreyfus (Selina Meyer em Veep)
Amy Schumer (vários personagens em Inside Amy Schumer)
Ellie Kemper (Kimberly Schmidt em Unbreakable Kimmy Schmidt)
Tracee Ellis Ross (Rainbow Johnson em Blackish)
Laurie Metcalf (Jenna James em Getting On)
Lily Tomlin (Frankie Bergstein em Grace and Frankie)

Melhor ator em série de comédia
Anthony Anderson (Andre Johnson em Blackish)
Aziz Ansari (Dev em Master of None)
Jeffrey Tambor (Maura em Transparent)
Thomas Middleditch (Richard Hendricks em Silicon Valley)
William H. Macy (Frank Gallagher em Shameless)
Will Forte (Phil Miller em The Last Man on Earth)

Melhor atriz em minissérie ou filme
Sarah Paulson (Marcia Clark em American Crime Story: O Povo contra OJ Simpson)
Kirsten Dunst (Peggy Blumquist em Fargo)
Lili Taylor (Anne Blaine em American Crime)
Kerry Washington (Anita Hill em Confirmation)
Audra McDonald (Billie Holiday em Lady Day at Emerson's Bar & Grill)
Felicity Huffman (Leslie Graham em American Crime)

Melhor ator em minissérie ou filme
Bryan Cranston (Lyndon Johnson em All the Way)
Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes em Sherlock: The Abominable Bride)
Courtney B. Vance (Johnnie Cochran em American Crime Story: O Povo contra O.J. Simpson)
Idris Elba (John Luther em Luther)
Tom Hiddleston (vários personagens em The Night Manager)
Cuba Gooding Jr. (O.J. Simpson em American Crime Story: O Povo contra O.J. Simpson)

Melhor atriz coadjuvante em série dramática
Constance Zimmer (Quinn King em UnREAL)
Maggie Smith (Violet Crawley em Downton Abbey)
Maura Tierney (Helen Solloway em The Affair)
Lena Headey (Cersei Lannister em Game of Thrones)
Maisie Williams (Arya Stark em Game of Thrones)
Emilia Clarke (Daenerys Targaryen em Game of Thrones)

Melhor ator coadjuvante em série dramática
Peter Dinklage (Tyrion Lannister em Game of Thrones)
Ben Mendelsohn (Danny Rayburn em Bloodline)
Jon Voight (Mickey Donovan em Ray Donovan)
Kit Harington (Jon Snow em Game of Thrones)
Michael Kelly (Doug Stamper em House of Cards)
Jonathan Banks (Mike Ehrmantraut em Better Call Saul)

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia
Anna Chlumsky (Amy Brookheimer em Veep)
Allison Janney (Bonnie Plunkett em Mom)
Kate McKinnon (vários personagens em Saturday Night Live)
Judith Light (Shelly Pfefferman em Transparent)
Niecy Dash (Didi Ortley em Getting On)
Gaby Hoffmann (Ali Pfefferman em Transparent)

Melhor ator coadjuvante em série de comédia
Tony Hale (Gary Walsh em Veep)
Ty Burrell (Phil Dunphy em Modern Family)
Louie Anderson (Christine Baskets em Baskets)
Tituss Burgess (Titus Andromedon em Unbreakable Kimmy Schmidt)
Andre Braugher (Ray Holt em Brooklyn Nine-Nine)
Keegan-Michael Key (vários personagens em Key and Peele)
Matt Walsh (Mike McLintock em Veep)

sexta-feira, setembro 16, 2016

Supermax: Antes de estrear na TV, episódios já estão disponíveis na internet


Repetindo a estratégia adotada com a minissérie Justiça, a Globo liberou para os assinantes do Globo Play os onze primeiros episódios de Supermax, superprodução brasileira que só começa a ser exibida pela TV no dia 20 de setembro. Ao todo, foram produzidos doze episódios. O último será exibido simultaneamente com a TV.

Essa é uma das estreias mais aguardadas da Globo no ano, e que tem gerado um burburinho interessante nas redes sociais. Muito disso se deve ao fato de Supermax ser uma rara incursão da Globo no gênero terror, e porque as imagens que foram apresentadas chamaram atenção pela qualidade. E, além disso, vai ser um passo importante na ainda débil relação da Globo com o streaming.

quinta-feira, setembro 15, 2016

4 tristes coincidências envolvendo a morte de Domingos Montagner e "Velho Chico"

 
Com o país ainda em estado de choque por causa da inacreditável notícia da morte de Domingos Montagner, me peguei pensativo com as várias coincidências por trás dessa triste história. Separei as que mais me impressionaram, o que apenas nos dá material para pensar, para divagar sobre esse sopro de mistérios que é a vida.



1 - Domingos estava escalado para outra novela

Inicialmente, quando Velho Chico ainda estava era um projeto de novela das 18h, Domingos Montagner não estava cotado para o elenco. Na verdade, ele deveria protagonizar A Lei do Amor, que acabou perdendo lugar para a trama de Benedito Ruy Barbosa, a qual fora promovida para a principal faixa dramatúrgica da Globo por questões estratégicas.

2 - O nome do personagem: Santo

A carreira de Montagner será encerrada com um personagem chamado Santo. A carga de simbologia disso é maravilhosa e, respeitadas as devidas proporções e sem querer cometer exageros, vale registrar o quanto o ator era respeitado e querido no meio artístico, onde cobras rastejam livres e desinibidas. Era unanimidade dentro e fora da TV.

3 - O rio que dá nome à novela foi seu leito de morte

Velho Chico foi escrita para celebrar o São Francisco, um dos principais rios que irrigam a região Nordeste. E Santo, personagem de Domingos na novela, era um ferrenho ativista da causa. É curioso que este mesmo rio, verdadeiro personagem-título da novela, tenha sido o leito da morte de um de seus atores principais.

4 - A morte e ressurreição de Santo no São Francisco

Impossível não mencionar a emblemática passagem de Velho Chico envolvendo a "morte" de Santo nas águas do rio, e sua mística ressurreição. Naturalmente, o personagem caíra no riu mas não tinha morrido; sua apoteótica volta agitou a história e emocionou o público. Dessa vez, o herói não vai mais voltar. Santo subiu direto pro céu.

Mais uma vez, quero deixar meus sentimentos à família e amigos deste grande ator, justamente no ápice de sua breve e meteórica carreira. Com certeza, é um que vai deixar muita saudade.



Domingos Montagner é encontrado morto no Rio São Francisco


UOL — O ator Domingos Montagner, que interpreta Santo em "Velho Chico", morreu aos 54 anos nesta quinta-feira (15), informou a TV Globo. O ator estava desaparecido após um mergulho no rio São Francisco desde 14h30 desta tarde. As equipes encontraram o corpo do ator preso nas pedras a trinta metros de profundidade, perto da Usina de Xingó. Segundo informações da emissora, ele gravou cenas da novela pela manhã e em seguida entrou no rio localizado na cidade de Canindé de São Franscisco, no Sergipe.
Em comunicado oficial, a Globo informou que a atriz Camila Pitanga estava no local e, ao notar que o colega não retornava, avisou a produção, que iniciou imediatamente as buscas pelo ator. O resgate contou com uma força-tarefa composta por Helicópteros do Grupamento Tático Aéreo, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e pescadores da região.

Tudo o que tenho a dizer é que a TV brasileira perde um de seus grandes talentos. Tive a oportunidade de assistir Domingos Montagner no teatro, e sua devoção às artes era comovente. Que sua alma seja igualmente aclamada no derradeiro palco.


"Orange is the new black" e outras séries serão disponibilizadas no Vimeo

 NOVA TEMPORADA — A partir de outubro, as quase oitenta séries produzidas pela Lionsgate estarão disponíveis na íntegra pelo serviço de streaming Vimeo, através de locação. Ainda não há informações sobre se as séries poderão ser locadas por assinantes no Brasil.

O que se sabe até o momento é que os episódios serão disponibilizados nos EUA e em mais 150 países. Entre as séries da Lionsgate que serão disponibilizadas pelo Vimeo estão Orange is the New Black, Mad Men, Blue Mountain State, Manhattan, Nurse Jackie, Boss, Casual, The Royals e Weeds.

Outros título ainda serão anunciados. Já os filmes da Lionsgate serão disponibilizados apenas para locação nos EUA. No Brasil, o Netflix já disponibIliza Orange is the New Black (que deverá manter a preferência para as estreias de novas temporadas), Mad Men e Blue Mountain State; enquanto o Claro Vídeo oferece Nurse Jackie e Weeds.

Segundo nota divulgada à imprensa pelo Vimeo, esta é a primeira grande produtora com a qual ele fecha um acordo global. O objetivo do Vimeo é se tornar o novo Netflix. Para tanto, já está em contato com outras produtoras de Hollywood. Por sua vez, a Lionsgate continuará a oferecer seus produtos para outros serviços. O novo serviço do Vimeo será oficialmente lançado no dia 18 de outubro.

Esse é um acordo muito estranho, e um produto muito estranho — séries para locação pelo Vimeo? Não que isso seja novidade, já que o próprio Youtube já oferece esse tipo de serviço. O estranho é o Vimeo querer se tornar "o novo Netflix" através desse tipo de proposta. Quem, em sã consciência, vai querer "alugar" uma temporada ou episódio de Orange is the new black no Vimeo, em vez de assinar a Netflix e ter à disposição não só todas as temporadas da série, como outros tantos conteúdos?

A falta de maiores detalhes acerca desse negócio não permite maiores conclusões, mas que me deixou muito curioso, isso deixou.

quarta-feira, setembro 14, 2016

Netflix cancela a série "Bloodline"



BLOG TEMPORADASO Hollywood Reporter informa que o serviço de streaming Netflix decidiu encerrar a produção de Bloodline com a terceira temporada, a qual foi encomendada em julho.
Na ocasião, já corriam rumores de que a próxima poderia ser a última, considerando que a série perdeu os incentivos fiscais oferecidos pelo programa Sunshine State, da Flórida, quando este foi encerrado.
Vale lembrar que, em entrevistas, os produtores da série disseram que ela tinha sido planejada para ter entre cinco e seis temporadas. Ainda não há informações sobre se ela será oferecida a outros canais para resgate. A terceira e última temporada, com dez episódios, será disponibilizada em 2017.

Bloodline é um dos maiores sucessos de crítica da Netflix, embora não seja muito popular.

Dá pra ver que não é, tecnicamente, um "cancelamento", e sim um encerramento da produção, motivada por questões financeiras. Contudo, a possibilidade de a série ser disponibilizada a outros canais, como apontado na matéria, deixa a dúvida: a terceira temporada vai encerrar a história?

Em se tratando de Netflix, tudo é muito novo ainda. A relação do serviço de streaming com as suas séries, até aqui, não tem sido a mesma que a gente vê nos canais de televisão. Esse é um dos primeiros dramas que o site encerra. O primeiro foi Hemlock Grove, que nem de longe tem o mesmo prestígio que Bloodline, que concorre pelo segundo ano seguido a categorias importantes do Emmy.


segunda-feira, setembro 12, 2016

Vídeo: RuPaul recebe o Emmy de Melhor Apresentador

Ao receber o Emmy de Melhor Apresentador de Reality Show, RuPaul fez questão de falar sobre sua polêmica declaração de que "preferia ganhar um enema do que um Emmy". Veja!

Os 25 anos de Glub Glub

Tenho muito orgulho de dizer que fui uma criança da TV Cultura. Tive a sorte de acompanhar toda a "era de ouro" de seus programas infantis, do Rá-tim-bum ao Castelo, passando pelo Mundo da Lua, Glub Glub e X-Tudo. Dos mais antigos, eu já peguei em reprises, mas ainda tinham o frescor de coisa nova, de mentes criativas que empenharam seus talentos em favor de programas infantis de qualidade.

Glub Glub, talvez, seja o mais simples de todos esses; tanto que é o único a ter centenas de episódios exibidos. Era formado, basicamente, por dois peixes apresentando desenhos, com alguma dramaturgia, mas nada muito profundo — em que pese estarem no fundo do mar. Dessa simplicidade veio o sucesso, e a Cultura passou realizar maiores investimentos para deixar o Glub Glub mais amplo. Veja, na matéria abaixo, um pouco da história deste clássico da TV brasileira!

UOL — Em 1991, um programa da TV Cultura no "fundo do mar" encantou as crianças muito antes de "Bob Esponja", "Procurando Nemo" e outras produções infantis marinhas com "Glub Glub", que completa 25 anos de sua estreia nesta sexta-feira (9). Os peixes da atração, Gisela Arantes e Carlos Mariano, ainda são reconhecidos pelo trabalho, que ficou oito anos no ar.

"Até hoje as pessoas têm um carinho tão grande. Ouço muito que o programa foi referência ou, entre quem tem mais idade, que os filhos cresceram e eu fiz parte da educação deles. Dá muita satisfação ouvir isso. Era um programa do bem, só trazendo valores positivos. A relação entre os peixinhos, as brigas e rixas normais entre irmãos e amigos, um cutucava o outro mas tinha muito amor e amizade entre eles", afirma Gisela Arantes.

 "Se estou em um lugar público, conversando com pessoas ou gravando novela, as pessoas me reconhecem o tempo todo. É impressionante e cada vez mais, porque aquela criançada hoje são adultos, e a memória da criança é absurda, te olha e imediatamente lembra. É assustadoramente prazeroso", diz Carlos Mariano, impressionado.

"Glub Glub" teria 60 episódios, mas terminou em 1999 com mais de 600. Em 2006, a TV Rá-Tim-Bum resgatou o programa com edições inéditas. Atualmente, os dois atores mantêm um pouco de "Glub Glub" em seus trabalhos. Gisela Arantes tem uma produtora e toca projetos ligados a água e sustentabilidade. Já Carlos Mariano grava "Carinha de Anjo", próxima novela infantil do SBT.

Atores viravam peixes e confundiam crianças

Em "Glub Glub", Gisela e Carlos apresentavam animações pouco conhecidas de Alemanha, Inglaterra, antiga Tchecoslováquia e até do Brasil. No início, os peixes apenas apresentavam os desenhos, porém com o sucesso ganharam espaço, histórias próprias e personagens como a carangueja Carol, interpretada por Andrea Pozzi (1968-2005).

Gisela Arantes, Carlos Mariano e Andrea Pozzi nos bastidores de "Glub Glub"
Para se transformarem em "glubs", os atores vestiam uma roupa verde para sumir no chroma key, que inseria o fundo do mar na tela, e colocavam na cabeça um capacete pesado em formato de peixe. Muitas crianças acreditavam que o programa se passava no fundo do mar. "Já tive casos de chegar no interior, a criança assistia e alguém falava: 'Ela é a Glub'. Isso causava uma estranheza total, porque 'como você está aqui e na TV?', 'como você é um peixe e é gente?'. Entre crianças rolava direto essa confusão mental", relembra Gisela.
"Era complicado interpretar com aquela cabeça que tirava um pouco a audição. É pesado, dói. Era complexo, não era muito fácil, tinha que ter muita vontade para fazer", ressalta Mariano

"Glub Glub" quase teve Netuno e peixes de verdade

"Glub Glub" estreou na era de ouro dos programas infantis da Cultura, como "Mundo da Lua" e "X-Tudo". Foi em "Rá-Tim-Bum" (1990) que Carlos Mariano apareceu como peixe pela primeira vez, em uma prévia da atração que estrearia quase dois anos depois.

Gisela Arantes e Carlos Mariano gravam "Glub Glub", da TV Cultura, em 1993
O projeto inicial do "Glub Glub" tinha atores consagrados, como Marco Ricca, Elias Andreatto e Ariel Moshe. Sérgio Mamberti, que anos depois se consagraria como Dr. Victor de "Castelo Rá-Tim-Bum", seria Netuno, Deus dos Mares na mitologia romana. O programa, entretanto, foi suspenso e remodelado com apenas dois peixes. "Era muita produção e, para gravar um programa, levava mais de um dia. Seria um trabalho insano. Resolveram parar tudo, dispensaram todo mundo e só eu fui mantido no elenco. Mais para frente abriram teste para a peixinha, quando a Gisela entrou", recorda Mariano.
Além dos atores, os primeiros programas também tiveram a participação de peixes de verdade, ideia que foi descartada nas edições seguintes porque os animais corriam risco de vida, segundo Gisela.
"Tinha um aquário com peixinhos de verdade, eles passavam e interagiam com o cenário virtual. Só que o calor do estúdio era muito cruel para eles. Nós, seres humanos, aguentávamos, mas os coitadinhos, que têm uma vida mais frágil, sofriam bastante. Abolimos os peixinhos porque era prejudicial a eles", conta a atriz.

Abertura "artesanal" virou clássico

"Glub Glub" também ficou marcado pela abertura, com desenho de Flávio Del Carlo (1956-2013) e música de Hélio Ziskind, responsável por outros temas infantis famosos da Cultura, como "X-Tudo" e "Castelo Rá-Tim-Bum". Segundo ele, a criação foi "artesanal".
"Propus brincar com a ideia de que a única coisa cantada seria a palavra 'glub'. Eu e a Ná Ozetti cantamos e o meu filho, Fernando, na época com quatro anos, fez o grito 'Glub Glub'. Tecnicamente falando, não tinha sincronia nem computador. Era feito com VHS sincronizado na mão, então o artesanato foi grande também. A abertura abriu muitas portas, a música ficou muito marcada. foi um ponto de virada em termos de sonoridade, composição. Deu muito certo", comemora.


"Blog de humor e fantasia, criado para fins de entretenimento, apenas. As informações e opiniões aqui contidas podem não corresponder à realidade. Se você se ofendeu com alguma postagem, certamente a mesma se trata uma ficção que deve ser imediatamente desconsiderada, e não levada a sério"
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