terça-feira, agosto 31, 2010

ESPECIAL FRASIER | PARTE 4

A cidade de Seattle, onde era ambientada a história de Frasier, até hoje tem uma particular afeição ao programa. E olha que, na realidade, as gravações aconteciam em Los Angeles e apenas um episódio especial foi rodado no lar do obelisco espacial: isso aconteceu em 11 de setembro 1997, e na mesma ocasião a prefeitura de Seattle decretou oficialmente o "Frasier Day".

Aliás, 11 de setembro não é uma data para ser esquecida para o pessoal de Frasier. E sim, é mesmo por causa dos atentados terroristas de 2001 em Nova York: em uma das torres gêmeas estava David Angell, um dos idealizadores da série. Faleceu ali, aos 55 anos. Em sua homenagem, o filho de Niles e Daphne foi batizado com o nome "David".

A rádio fictícia KACL, onde o Dr. Frasier Crane apresenta o seu programa, é uma junção dos nomes dos criadores: David Angell, Peter Casey e David Lee. O K representa o "prefixo" das rádios do oeste do Mississipi. Em inglês, ler "KACL" também remete a cackle, ou caco - que no teatro são aqueles improvisos geralmente utilizados nos humorísticos. Não por acaso, foi esse o nome escolhido para o personagem Caco Antibes (Miguel Falabella) em Sai de Baixo, justamente pela enorma facilidade do ator em improvisar falas hilariantes.

Em todos os episódios eram dados os devidos créditos aos verdadeiros criadores de Frasier Crane, os irmãos Glen Charles e Les Charles (de Cheers).

Cheers


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Frasier não quis, em nenhum momento, imitar ou dar continuidade a Cheers. Foi sincera desde o primeiro momento, mas não negou o passado. Tanto é verdade que todo o elenco fez participações em Frasier, exceto Kirsty Alley, a Rebecca. Segundo dizem, ela evitava associar sua imagem à do personagem de Kelsey por ser cientologista, e rejeitar a psiquiatria. Noutra versão, ela nunca apareceu porque nunca foi convidada.

As duas séries foram gravadas no mesmo Stage 25, na Paramount Studios, e contavam com plateia ao vivo. Só que Frasier utilizava mais cenários, enquanto Cheers quase praticamente se limitava ao bar.

A primeira atriz de Cheers a dar as caras foi Lilith, a convidada especial mais recorrente: esteve em 11 episódios, ao longo de 10 temporadas. Aqui ela foi vista pela primeira vez no episódio "Aventuras no Paraíso, no segundo ano. Nessa mesma ocasião, o público foi surpreendido com a aparição de Shelley Long, a Diane, o que não passou de um delírio de Frasier, durante brevíssimos segundos (veja no mural acima).

Shelley Long e Kelsey fizeram as pazes, e ela perdeu todo aquele orgulho de outrora. Além desse, esteve em outros dois episódios (em 1996 e 2001).

Sam Malone também participou da 2ª temporada ("Quando Sam apareceu"), quando ele fez uma visita à rádio KACL. Quem gostou foi Roz:

Roz: Então este é o "Sam Malone" de quem você tanto fala? O que não tem respeito com as mulheres e as trata como lixo...? E aí, precisa de alguém pra lhe mostrar a cidade...?
No apartamento, Sam se impressiona quando conhece Niles:
Sam: Nossa! Ele é a sua cara quando te conheci, Frasier! Deus do céu... o que aconteceu com você, cara?

Frasier: Não era exatamente uma academia de ginástica que você tinha lá, Sam.
Em Cheers Frasier nunca tinha mencionado o irmão, mas pai sim. Curiosamente, das referências feitas sobre seu velho, todas caíram por terra quando ele ganhou sua própria série. O que se sabia sobre Martin era que ele tinha sido um pesquisador, que morrera há muitos anos. Os roteiristas de Frasier aproveitaram a participação de Sam para contornar as contradições - veja como foi o encontro dele com Martin Crane:
Martin: E o que ele disse sobre mim? O pai, o velho policial?

Sam: Disse que você tinha morrido.

Martin: Morrido?!

Frasier: Bem, nós tínhamos brigado... Você tinha me chamado de presunçoso e desligou na minha cara, eu fiquei furioso.

Sam: Ele é policial?! - Martin confirmou, orgulhoso. - E você me disse que ele era cientista. - Frasier nem quis conversa com a cara feia do pai:

Frasier: Você estava morto, que diferença faz?!
Outros também marcaram presença: Woody, em 1999 ("Quando Woody aparece", 6ª temporada) passa para dar um alô mas ele e Frasier acabam enjoados de tantas recordações dos velhos tempos e passam a se evitar discretamente.

Em 2002 (Ep. "Cheerful goodbyes", 9ª temporada), a galera de Seattle vai a Boston para acompanhar Frasier numa palestra. Por acaso, Frasier se depara com o amigo Cliff, que se emociona ao pensar que a visita era para prestigiar sua festa de despedida - recém-aposentado dos Correios, ele decide se mudar para a ensolarada Flórida. Constrangido, Frasier não consegue dizer não e leva toda a família para a tal festa, onde também estão Carla, Norm e outros personagens menores de Cheers.

Surpreendentemente, o encontro termina bem (não para Carla, que se desespera quando Cliff anuncia que desistiu de deixar a cidade). Até Niles, o mais relutante, termina bem à vontade depois que descobre que havia tantos episódios constrangedores do irmão que aquelas pessoas estavam dispostas a compartilhar! Frasier sofreu na mão daquela gente, principalmente em seus primeiros anos em Boston.

Rebecca realmente não aparece em nenhum momento, mas Sam revelara a Frasier que a caçadora de milionários se casou mesmo com um encanador, mas não durou. Quando se separaram, o rapaz deu sorte e acabou ganhou muito dinheiro; já Rebecca voltou ao bar, mas não para trabalhar. Virou alcóolatra.

Painel
Os bastidores de Frasier

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segunda-feira, agosto 30, 2010

O RESULTADO DO EMMY 2010

Foi uma noite completa: favoritos saíram premiados, zebras aconteceram, eu saí reclamando. Não fosse assim, não seria um Emmy Awards, a maior premiação da TV mundial, que teve sua 62ª edição apresentada ontem (domingo, 29 de agosto) pela rede NBC.
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Em razão disso, hoje excepcionalmente não apresentaremos a 4ª parte do Especial Frasier, que volta amanhã para sua penúltima postagem. Aliás, falar de Emmy tem tudo a ver com essa série.
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A seguir, você vai ver o resultado daquele banco de apostas, com as principais categorias concorrentes ao prêmio. Dentre outros vencedores ilustres, temos Neil Patrick Harris, (o Barney de How I Met Your Mother, da CBS) um dos melhores de sua geração, como Melhor Ator Convidado Especial em Série de Comédia, pelo papel de Bryan Ryan que viveu no episódio "Dream On", de Glee (FOX). Na categoria feminina, a vencedora foi a veterana "golden girl" Betty White, pela apresentação do Saturday Night Live (NBC).
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A minissérie The Pacific, do HBO, foi eleita a melhor. E com folga.
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O prêmio de Melhor Roteiro em Comédia ficou com Modern Family (ABC), especificamente pelo episódio "Piloto". Em Drama, quem ganhou foi Mad Men (AMC), episódio "Shut The Door. Have A Seat". Essas duas séries também ganharam os troféus de Melhor Elenco.
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Os direções agraciadas foram as de Glee ("Piloto"), em comédia, e Dexter ("The Getaway") em Drama.

A LISTA DOS GANHADORES DO EMMY AWARDS 2010


Melhor série de comédia

Não foi tida como uma surpresa a vitória de Modern Family, um dos grandes destaques do ano passado. Lamento por The Office, que conheci recentemente e já me fissurei. Muito melhor do que Glee, realmente.


Modern Family
Curb Your Enthusiasm
Glee
Nurse Jackie
The Office
30 Rock

Melhor série de drama


Eu não conheço Mad Men muito bem, mas veja quantos Emmys eles levaram.


Mad Men
Breaking Bad
Dexter
Lost
True Blood

Melhor ator em série de comédia

Injusto. Qual é, por Deus, a graça que todo mundo vê no Sheldon?


Jim Parsons, de The Big Bang Theory
Larry David, de Curb Your Enthusiasm
Matthew Morrison, de Glee
Tony Shalhoub, de Monk
Steve Carrel, de The Office
Alec Baldwin, de 30 Rock

Melhor ator em série de drama

Não é surpresa que Breaking Bad tenha levado essa, mesmo assim é triste que Hugh Laurie, apesar de merecer tanto, nunca tenha levado um Emmy para casa.


☆ Bryan Cranston, de Breaking Bad
Michael C. Hall, de Dexter
Kyly Chandler, de Friday Night Lights
Hugh Laurie, de House
Matthew Fox, de Lost
Jon Hamm, de Mad Men

Melhor ator em minissérie ou telefilme

Al Pacino, de You Don’t Know Jack
Jeff Bridges, de A Dog Year
Ian McKellen, de The Prisoner
Michael Sheen, de The Special Relationship
Jeff Bridges, de The Special Relationship
Dennis Quaid, de The Special Relationship


Melhor atriz em série de comédia

"Old Christine" se despediu, e nem isso foi o suficiente para Julia Louis-Dreyfus levar esse prêmio de consolação.
Apesar de ter ela não ter levado, acertei ao apostar em
Toni Collete, de United States of Tara! E estou assistindo a essa série, realmente muito legal.



Edie Falco, de Nurse Jackie
Lea Michele, de Glee
Julia Louis-Dreyfus, de The New Adventures of Old Christine
Toni Collete, de United States of Tara
Amy Poehler, Parks and Recreation
Tina Fey, de 30 Rock


Melhor atriz em série de drama

Por essa ninguém esperava...

Kyra Sedwick, de The Closer
Glenn Close, de Damages
Connie Britton, de Friday Night Lights
Julianna Margulies, de The Good Wife
Mariska Hasgitay, de Law and Order: Special Victims Unit
January Jones, de Mad Men

Melhor atriz em minissérie ou filme

☆ Claire Danes, de Temple Grandin
Maggie Smith, de Capturing Mary
Joan Allen, de Georgia O’Keeffe
Dame Judi Dench, de Return to Cranford
Hope Davis, de The Special Relationship


Melhor ator coadjuvante em série de comédia


Eric Stonestreet, de Modern Family
Chris Colfer, de Glee
Neil Patrick Harris, de How I Met Your Mother
Jesse Tyler Ferguson, de Modern Family
Ty Burrell, de Modern Family
Jon Cryer, de Two and a Half Men

Melhor ator coadjuvante em série de drama

Chupa, Lost!

Aaron Paul, de Breaking Bad
Martin Short, de Damages
Terry O’Quinn, de Lost
Michael Emerson, de Lost
John Slattery, de Mad Men
Andre Braugher, de Men of a Certain Age

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefilme

David Strathairn, de Termple Grandin
Michael Gambom, de
Emma
Patrick Stewart, de Hamlet
Jonathan Price, de Return to Cranford
John Goodmnan, de You Don’t Know Jack

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

Glee é uma série bem mediana, com mais baixos do que altos. Nada disso importa, porém, quando Sue Sylvester está em cena. E tudo isso se deve à interpretação de Jane Lynch.


Jane Lynch, de Glee
Julie Bowen, de Modern Family
Sofia Vergara, de Modern Family
Kristen Wiig, de Saturday Night Live
Jane Krakowski, de 30 Rock
Holland Taylor, de Two and a Half Men

Melhor atriz coadjuvante em série de drama

Pai Blogaritmox vê tudo, acerta tudo, determina vencedores do Emmy. Foi o episódio "Hi" que deu a Archie Panjabi o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Drama. Sua personagem, a Kalinda, não foi menos do que espetacular, e esse prêmio tinha que ser dela. Simples.
E olha que eu sou fã de Christine Baranski, da mesma série.

Archie Panjabi, de The Good Wife
Sharon Gless, de Burn Notice
Rose Byrne, de Damages
Christine Baranski, de The Good Wife
Christina Hendricks, de Mad Men
Elisabeth Moss, de Mad Men

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme

Julia Ormond, de Temple Grandin
Kathy Bates, de
Alice
Catherine O’Hara, de Temple Grandin
Brenda Vaccaro, de You Don’t Know Jack
Susan Saradon, de I Don’t Know Jack

Melhor apresentador

Jeff Probst, de Survivor
Phil Keoghan, de
The Amazing Race
Ryan Seacrest, de American Idol
Tom Bergeon, de Dancing With the Stars
Heidi Klum, de Project Runway
Rodrigo Faro, de O Melhor do Brasil

Melhor programa de variedade, música ou comédia

The Daily Show
The Colbert Report

Real Time with Bill Maher
Saturday Night Live
The Tonight Show with Conan O’Brien


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domingo, agosto 29, 2010

ESPECIAL FRASIER | PARTE 3

Para entender Frasier, você não precisa rigorosamente ter conhecido sua fase no Cheers. Claro que ajuda um bocado, mas além de não ser obrigatório, se você ainda não sabe, já fizemos um Especial a respeito.

O público aqui é predominantemente adulto, herdado de Cheers, nos onze anos em que esteve no ar. Os próprios atores de Frasier já tinham mais de 30 anos quando estrearam. À primeira vista, nada ali exerce muito fascínio no público jovem, principalmente o que chega zapeando.

Ganha quem chega guiado pela curiosidade, como eu. Comecei com os boxes de Cheers (na promoção), e o Dr. Crane aparece justamente na 3ª e última temporada lançada no Brasil. Poderia ter parado pro aí, mas pesquisando sobre a série eu descobri que o psiquiatra ganhara uma sobrevida independente... Por quê?, eu me perguntei. Vi que eram 11 temporadas do spin-off e comprei, novamente às cegas, a 1ª temporada de Frasier (na promoção). O resto você está vendo aqui.
Logo que chegaram os boxes de Cheers, eu gostei tanto que fiquei preocupado: ao todo, eu iria gastar com 22 temporadas - 11 de cada. Ia me custar um dinheiro interessante. Mal sabia eu que a distribuidora Paramount iria se intrometer nas minhas economias, e dizer: - Calma aí. Você não vai comprar tudo isso, não.

A polêmica dos DVDs

http://img251.imageshack.us/img251/2466/dvdsvera.jpg

Se já tinha sido difícil me contentar com 3 míseras temporadas de Cheers, eu nunca imaginei que fosse ter tanto problema com os DVDs de Frasier. As duas primeiras caixas foram fáceis de achar, já a 3ª... Simplesmente não achei em lugar nenhum. Bati perna, entrei em contato com lojas de vários estados, falei com Guttenberg Barros (dublador brasileiro do Frasier), e seguindo recomendação dele consegui que meu amigo Matheus Silva procurasse na Fnac de Campinas, mas no fim ninguém encontrou o tal box A solução que restou foi comprar importado. E não foi fácil. Longa história.

O epicentro é, mais uma vez, a dona Paramount que exerceu sua deplorável política de lançamento e distribuição das suas séries. Não bastasse ter lançado menos temporadas do que devia, colocou em circulação uma quantidade insuficiente de boxes do 3º ano, que estão esgotados. Tentei entrar em contato com eles várias vezes, mas não obtive resposta*

Como a minha indignação não foi pouca, eu apelei para o Supremo: entrei em contato com Kelsey Grammer, o Frasier em pessoa, e relatei o ocorrido. Já que não pude encontrar nas lojas, ele me apontou uma solução (exclusivo). "Em breve, Blogaritmox, nós teremos todos os DVDs bem aqui: KelseyLive.com" . O site é uma rede social criada pelo ator, e que funciona também como uma central de conteúdos originais, todos compartilhados gratuitamente com os usuários. "Estamos só negociando com os estúdios, e em breve estará tudo pronto". O plano de disponibilizar a série, Kelsey avisa que é coisa mais pra frente: "(...) e já que você ainda não pode comprar nada no site, por enquanto nós só temos a rede social funcionando. Em breve vamos acrescentar mais coisas".Você, artista, agora pense duas vezes antes de me negar uma entrevista. Quer dizer, agora tanto faz. Eu falei com Kelsey Grammer...
* Na semana passada, finalmente, a Paramount deu sinal de vida. Acompanhe a resposta que nos foi enviada pela Sra. Amanda Anjos:
(...) Com relação ao lançamento dos títulos, a Paramount Home Entertainment (Brasil) seguiu as informações determinadas para o lançamento na América Latina.
Informamos que as demais Temporadas da série "Frasier", estão sem data definida para ser entregue no Brasil.
Você pode acompanhar os lançamentos no site.
Questionei o fato de a 4ª temporada, com legendas e dublagens em português, ter sido lançada em outros países mas não no Brasil (absurdo!). Eles não responderam.

Mesmo antes da febre dos DVDs, Frasier já movimentava as indústrias: além de episódios avulsos, temporadas inteiras chegaram a ser lançadas em VHS. Além disso tivemos CD, livros, outros produtos licenciados.

O último capítulo

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Não graças à Paramount, consegui assistir ao episódio de uma hora "Goodnight, Seattle", que encerrou as atividades do The Dr. Frasier Crane Show na KACL e na televisão.

Frasier sofre para dar adeus à namorada Charlotte (Laura Linney), que está de mudança para Chicago. Por outro lado, sua inescrupulosa agente Bebe Glazer (Harriet Sansom Harris), sob circunstâncias bem duvidosas, conseguiu para ele uma irrecusável proposta de trabalho em São Francisco. E na KACL, Roz foi promovida a chefe.

No dia do casamento de Martin com a Ronee (Wendie Malick), Niles e Daphne tiveram que levar Eddie para o veterinário para que ele "devolvesse" as alianças que engoliu. Grávida, Daphne acaba tendo que dar à luz ali mesmo, no leito do consultório.

É durante um voo de avião que Frasier conta toda essa história para uma moça que está sentada ao seu lado. O destino da viagem? Chicago.

"Goodnight, Seattle" foi visto por 25.2 milhões de telespectadores.

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sábado, agosto 28, 2010

ESPECIAL FRASIER | PARTE 2

Frasier estreou em 16 de setembro de 1993, menos de quatro meses após o estrondoso final de Cheers, em 20 de maio. Parecia o caminho para o suicídio do personagem secundário de uma série que acabava de entrar para a história dos Estados Unidos. Afinal, o que seria de Frasier Crane sem os seus amigos do bar?

Ninguém imaginava que fosse dar tão certo. Em seu primeiro ano, Frasier foi a 7ª série mais assistida. Assim, a rede NBC acertou de novo, e ainda estava só no começo. Se um dia precisou tanto de Cheers para reanimar sua linha de shows, daí pra frente não parou de acertar: pouco antes (1989) estreara Seinfeld, e um ano depois de Frasier, em 1994, Friends ia ao ar pela primeira vez naquele mesmo canal - e a partir daí não precisa dizer mais nada.

O sucesso foi tamanho que, nas últimas temporadas, Kelsey Grammer era o detentor do maior salário da história da TV, ganhando nada menos do que US$ 1,6 milhão por episódio. Depois dele, vinha David Hyde Pierce, seu irmão no seriado, que recebia US$ 1,2 milhão. Grammer só foi desbancado em 2005 por Ray Romano, da comédia Everybody loves Raymond - esse daí arrebatou US$ 2 milhões por cada um dos 16 episódios da última temporada, deixando enciumados seus colegas de elenco.

Frasier se resume a uma coleção invejável de recordes. É verdade que nada pode ser considerado bom só porque ganhou esse ou aquele prêmio, mas se um deles for o Emmy, não faria sentido dizer que não vale a pena dar aquele voto de confiança.

No prêmio mais importante da TV mundial, a boa aceitação de Frasier foi algo inigualável, uma verdadeira história de amor. Só desses troféus, a série saiu com 37, marca praticamente imbatível. Desses, em cinco anos consecutivos (um feito único), recebeu o de Melhor Série de Comédia - sendo que todas as onze temporadas concorreram nesta categoria, em onze anos. Além disso, Kelsey Grammer é até hoje o único ator a ser nomeado pelo mesmo personagem em 3 séries diferentes - inclua nessa lista as comédias Cheers e Wings, como convidado especial.

No Globo de Ouro, foram 21 indicações e 3 estatuetas: a de Melhor Ator para Kelsey (em 1995 e 2000) e Melhor Série de Comédia (1994).

Em 2006, o britânico Channel 4 reuniu uma comissão de escritores, diretores e atortes de sitcoms, que elegeu Frasier a melhor de todos os tempos, no topo de uma lista com 20 nomes. Já para a Mensa, maior e mais antiga sociedade de intelectuais do mundo, é o 8º programa de TV mais inteligente da história.

Relação com outras séries

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Eles adoram uma porta

Friends estreou em 1994, um ano depois de Frasier. O curioso é que, por pouco, suas histórias não iriam ter um final completamente diferente do que conhecemos. É que Lisa Kudrow (sempre ela!) estava com um pé em Frasier: estava tudo certo para ela viver a Roz; o próprio Kelsey contava com isso. Só na última hora os produtores decidiram dar o papel a Peri Gilpin.

Lisa ia viver a Roz, e acabou entrando para a história como uma das amigas... do Ross (David Schwimmer). Na foto acima, as duas atrizes que disputaram o papel da promíscua produtora estão exatamente em posições opostas (o Ross, por sua vez, no lugar equivalente ao da Roz), e ambas atrás de uma porta... Pode parecer confuso, mas e a coincidência? É pouca?

Quanto a Two and a half men, além da foto parecida, o que mais lhes aproxima é o incômodo que seus protagonistas enfrentam ao ter que hospedar em suas casas, familiares que chegam tentando mudar tudo e reclamando pelos cotovelos. Bastava perguntar ao doutor como é que se sente, Charlie.

Com Os Simpsons, a relação é mais direta. Desde a sua 1ª temporada, eles criaram para Kelsey o seu próprio personagem, o vilão Sideshow Bob: "o personagem mais popular que eu já interpretei". E que lhe rendeu um Emmy, em 2006.

Para James L. Brooks, um dos criadores de Os Simpsons, Grammer é o seu segundo convidado especial favorito. Perde apenas para o saudoso Phil Hartman (assassinado em 1998) que dublava os personagens Troy McClure e Lionel Hutz, ambos inesquecíveis.

Apesar de mau, Bob "é o trabalho mais fácil que já fiz, já que ele é basicamente o Frasier mergulhado em arsênico". Até a família acabou emprestada: na 8ª temporada (Ep. "Brother from another series", que em português ficou "Irmão fora de série", tradução bem inteligente!) o David Hyde Pierce ganhou o papel de Cecil, irmão invejoso de Bob. Na 19ª temporada ("Funeral for a Fiend"), eles ganharam um pai: o também picareta Robert Terwilliger, interpretado por John Mahoney, o mesmo progenitor dos irmãos Crane.

Jane Leeves, a Daphne, viveu em Os Simpsons a Edwina na 15ª temporada ("The Regina monologues"). Não tinha relação com Sideshow Bob, mas mexeu com o coração do Vovô Simpson.

The Big Crane Theory

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Intencionalmente ou não, nenhuma série se assemelha tanto a Frasier quanto The Big Bang Theory, um dos maiores sucessos atuais da CBS. Não chegam a ser idênticas, mas os personagens não poderiam ser mais próximos.

Sheldon (Jim Parsons) e Niles
São o caso mais impressionante. Até nas fotos, dá pra notar que os trejeitos são parecidos. Ambos são muito inteligentes, "afetados" e cheios de mania, mas quem conhece os dois não vê como confundir. Niles chegava ao cúmulo de passar um paninho antes de sentar em assentos públicos, mesmo assim agia como um ser humano e era todo romântico, diferente do Sheldon. E aqui vai uma curiosidade: em um episódio de Frasier, vimos que "Sheldon" era o nome do amigo imaginário que o Niles tinha quando criança, e que levava a culpa quando a cama amanhecia molhada.

Penny (Kaley Cuoco) e Daphne
A bela donzela que é cortejada por um apaixonado cavalheiro que se acha menos do que ela merece, e durante um período agonizante seus sentimentos sequer são conhecidos pela amada (que não é uma indefesa, pelo contrário: se atiçada, sabe muito bem se defender). Essa mulher pode ser a Penny ou a Daphne, você escolhe...

Leonard (John Galecki) e Frasier
Leonard também tem muito do Niles (especialmente a paixão platônica pela Penny), mas nada que chegue aos pés do Sheldon. Se bem que os irmãos Crane carregam algumas similitudes entre si, e os nerds de TBBT também. Na infância, todos sofreram por terem QIs acima da média, tornando-se vítimas fáceis de valentões, e de mulheres manipuladoras. Como o Frasier, Leonard também se envolveu com uma mulher assim. Aí vem ela:

Leslie (Sara Gilbert) e Lilith
São outras que se encaixam perfeitamente. Lilith é psiquiatra e Leslie é uma física teórica, e as diferenças são basicamente essas. As duas são demasiadamente racionais, difíceis de expressar sentimentos e utilizam o sexo como arma contra suas respectivas vítimas (acima).

Howard (Simon Helberg) e Roz
Se parecem, mas para o azar de Howard, eles são opostos em suas semelhanças. Ambos são viciados em sexo, mas a Roz faz, e o Howard não. Ou pelo menos, não tanto quanto gostaria.


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sexta-feira, agosto 27, 2010

ESPECIAL FRASIER | PARTE 1


Na última vez que vimos o psiquiatra Frasier Crane, estávamos em 1993. Ele vivia em Boston e frequentava o Cheers, bar onde passou intensos nove anos da sua vida.

Com o fim iminente da série Cheers (1982-1993) o ator Kelsey Grammer tratou de se mexer. Deixou seu futuro nas mãos dos produtores David Angell, Peter Casey e David Lee, que depois de conceber toda sorte de ideias, acabaram optando pela mais simples: deixem o Kelsey seguir com o Frasier, e vamos ver no que dá.

Deu certo. Mas pra começar, vamos apenas fazer um esboço sobre o enredo da série Frasier (1993-2004), talvez o spin-off (série que nasceu de uma outra) mais bem-sucedido de todos os tempos. Algo perto do que Joey (derivada de Friends) um dia sonhou ser... E não conseguiu.

No Brasil, Frasier é exibida diariamente pelo canal Sony. Clique aqui e veja os horários.

Naquele mesmo ano (1993), o personagem-título dá adeus a Boston e vai cumprir uma nova etapa na sua vida. Divorciado, após um casamento fracassado com a psiquiatra de coração frio Lilith (Bebe Newirth), mãe do seu único filho Frederick, ele agora vive em Seattle uma vida completamente diferente, como estrela do programa de rádio The Dr. Frasier Crane Show, que se torna uma das maiores audiências da emissora KACL. No piloto "O bom filho", ele resume sua atual fase da seguinte forma: "Seis meses atrás eu vivia em Boston. Minha mulher me abandonou, o que foi muito doloroso. E depois ela voltou, o que foi torturante. Além disso, meu consultório estava estagnado e a minha vida social consistia em... Bem, eu ia ao mesmo bar todas as noites. Eu me agarrava a uma vida que não me servia mais. Eu tinha que fazer algo. Qualquer coisa. Terminei meu casamento, fiz minhas malas e me mudei de volta para Seattle".

Os ouvintes, interpretados anonimamente por celebridades, sempre ligavam em busca de uma luz para seus problemas. Por exemplo, no episódio "Vendendo-se" (1ª temporada), Frasier atende a ligação de um espectador, que vai contando:
Ouvinte: Eu tive um óptimo ano! E resolvi me presentear. Então, comprei uma coisa que queria muito: um iate de 48 pés. Sabe quanto me custou? Vou te dizer. US$ 300.000, sem contar os US$ 20.000 pelo deque de teca. Vou te dizer qual é o problema. Minha esposa quer chamá-lo 'Lulubelle' em homenagem à mãe. Lulubelle?! Eu sugeri batizá-lo de 'Intrépido'. Então, como acha que ele deve se chamar: 'Lulubelle' ou 'Intrépido'?

[pausa]
Frasier: Roger, na Universidade Cornell há um... equipamento científico incrível, chamado "microscópio de elétrons". É um microscópio poderoso que emite elétrons e nos permite ver imagens reais do átomo, a menor partícula do nosso Universo. Roger, mesmo que eu estivesse usando esse microscópio, eu não conseguiria enxergar o meu interesse nesse seu problema.
Roz (Peri Gilpin), é a competente produtora do programa de rádio, amiga fiel, mas que fora do ar sofre com uma fracassada vida amorosa. Ou melhor, Roz (abreviação de Rozalinda) até gostaria de encontrar o homem ideal, mas a eterna busca acaba não sendo exatamente um sacrifício para ela, uma devoradora de homens. Na 5ª temporada, ela dá à luz Alice, de um ex-namorado, e na 9ª a produtora tem um rápido affair com Frasier.

Justo quando estava se acostumando à nova vida, um novo elemento caiu sobre os ombros Frasier: seu pai Martin Crane (John Mahoney) está vindo morar com ele, e na bagagem vem trazendo o seu estranho cachorrinho Eddie (Moose).

Quando policial, Martin foi atingido com uma bala no quadril durante um assalto quando estava prestes a se aposentar. Viúvo, ele só tem aos filhos, e o caçula Niles consegue empurrar o velho para o irmão. É um verdadeiro choque na rotina de Frasier, já que o pai é resmungão e muito espaçoso.

Com a falecida mãe (que chegou a aparecer em Cheers) os meninos Crane aprenderam a ser refinados. O que para Martin é pura frescura, e olha que ele se esforça para agradar.

Veja um diálogo entre Frasier e seu pai, no 2º episódio ("Problemas de espaço"):



Martin: Venha se sentar, o café da manhã está pronto.
Frasier: Não, pai, eu só como um bolinho e um pouco de iogurte...

Martin: Comida de mariquinhas. Preparei seu café da manhã, fiz "ovos no ninho".

Frasier: Ah, sim, a especialidade dos Crane. Ovos fritos nadando em gordura servidos em uma fatia de pão branco. Posso sentir meu ventrículo esquerdo fechando enquanto falo.

Martin: Quer queijo em cima?


Frasier: Não, não! É preciso algum fluxo sanguíneo para o coágulo chegar rapidamente ao meu cérebro.
Niles e Daphne

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Irmão mais novo de Frasier, o também psiquiatra Niles Crane (David Hyde Pierce) era casado com Maris, uma socialite excêntrica e de pouca índole cujo rosto nunca foi mostrado.

Para ajudar na recuperação do pai, contratam a britânica Daphne Moon (Jane Leeves), que veio com um bônus: além de fisioterapeuta, "ela é médium", descreveu Frasier para Niles. "Nós decidimos achar isso charmoso". E Niles, ao visitá-los no apartamento e se deparar com Daphne pela primeira vez, apaixona-se instantaneamente. Como é casado e cheio de valores, ele passará anos torturado por esse conflito. A moça, porém, não faz ideia disso.

Niles e a misteriosa Maris se divorciam na 3ª temporada. No episódio "Moon Dance", ele tem aulas de dança com Daphne e a leva como acompanhante a um baile da sociedade, apenas para provar a todos que tinha sobrevivido à separação e não era digno de pena. Após um tango explosivo, ele não se contém e solta: "Eu te adoro!"; e Daphne corresponde: "Eu te adoro também". "O quê?!", e ela repete. "Como eu amei essas palavras!" "E como eu amei dizê-las!". Beijam-se. A cena é considerada uma das melhores sequências de dança da TV e o episódio, o primeiro dirigido por Kelsey Grammer, ganhou o Emmy de Melhor Roteiro.

Mas para a tristeza dele, Daphne estava achando que tudo aquilo fazia parte do esquema. Ao final da festa, tudo voltou ao normal, Niles com seu amor escondido e ela sem desconfiar.

Os "finalmentes" só acontecem na 7ª temporada: cheio de remédios na cabeça, Frasier revela à Daphne os sentimentos do irmão (que àquela altura já tinha superado). Ela se dá conta de que sente o mesmo por ele, mas mantém o silêncio e decide se casar com outro "pelo bem de todos". Quando Niles descobre, consegue impedir o casamento e os dois fogem juntos. O episódio em questão foi mais assistido da série: 33.7 milhões de estadunidenses acompanharam apreensivos os acontecimentos acima descritos. Até agora, é a 8ª maior audiência da década - e não se refere ao último episódio, ao contrário do que costuma ser divulgado.

Painel
Audiência completa de Frasier, de 1993 a 2004

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quinta-feira, agosto 26, 2010

THE BIG BANG THEORY: VEJA CARTAZ E TRAILER DA 4ª TEMPORADA

Falta pouco para a estreia do 4º ano de The Big Bang Theory, que chega em 23 de setembro com o episódio "The Robotic Manipulation".

Esta semana, a CBS divulgou o novo cartaz da temporada, além de um novo comercial estrelado pelo
Sheldon informando a todos a mudança de dia de exibição da série: TBBT sai das segundas e vai para as quintas-feiras.

A mesma mensagem tenta passar o cartaz ao lado: todos os atores principais espremidos em pedaços de isopor, como se estivessem dentro de uma caixa rumo a uma nova casa. No caso, rumo a um novo dia.
Deixará de existir, assim, a dobradinha com Two and a Half Men (que continua às segundas e volta no dia 20 daquele mês), apontada por muitos como responsável pela guinada da comédia dos geeks. A audiência muito grande da série de Charlie Sheen teve sim papel crucial, deixando sempre um bom público para conferir a comédia que vinha depois.

Com o tempo, The Big Bang Theory foi conquistando e fidelizando seus próprios telespectadores, e agora nesta 4ª temporada a CBS entendeu que Sheldon e seus amigos já podem andar com suas próprias pernas.

Veja o comercial:

THE BIB BANG THEORY
CHAMADA DE ESTREIA DA 4ª TEMPORADA

quarta-feira, agosto 25, 2010

ROBERTO BOLAÑOS TERIA SOFRIDO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

É delicado o estado de saúde do comediante Roberto Gómez Bolaños, o Chespirito. No momento, ele está sob avaliação dos médicos, e a família tem feito de tudo para enviar as melhores notícias possíveis para acalmar os fãs.


Segundo última nota enviada pelo assessor, o ator "está sendo avaliado pelos médicos e não perdeu a mobilidade de suas pernas", como chegou a ser noticiado.

Krystel Padilla, que trabalha com o produtor Roberto Gómez Fernandez, conta que Chespirito sofreu um acidente vascular cerebral e que estão sendo realizados exames para comprovar as suspeitas. Assegurou que a mobilidade das pernas Bolaños não perdeu, mas as dificuldades para caminhar estão ainda mais acentuadas. Sobre o pai, Gómez Fernandez confirma que ele tem feito de tudo para manter o bom humor que lhe é característico, mas que às vezes não dá para esconder o desânimo. "Ele continua com suas terapias de recuperação física", conta.

Convidado para uma homenagem na Argentina, dificilmente o comediante comparecerá. O filho esclarece que Roberto não aprecia tamanho alvoroço: "para ele, a maior homenagem é que as pessoas continuem assistindo aos programas".

Apesar de tudo, o produtor faz questão de frisar que Chespirito está fora de perigo.

ATUALIZAÇÃO em 25/08/10 às 18:30 - O assessor Krystel Padilla desmentiu a notícia veiculada pelo jornal peruano, que falava sobre o AVC. Na verdade, foi sim uma possibilidade, mas já descartada pelos médicos há meses. Em seu Twitter, Padilla escreveu: "A imprensa peruana fala como se o provável AVC tenha sido nesses dias, o que é falso, já que foi uma possibilidade há meses". O jornal deve se retratar nos próximos dias. Melhor assim!

Fonte: Primera Edicion
TWITTER.COM/BLOGARITMOX

terça-feira, agosto 24, 2010

PRESA MULHER QUE ENVENENAVA GABRIELA SPANIC. VEJA FOTO DA ACUSADA

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Gabriela Spanic não morreu, por sorte. Chegou muito perto disso - ela estava sendo envenenada aos poucos com sulfato de amônia pela empregada, a argentina Marcia Celeste Fernández Babio.

A história é digna de uma novela mexicana, com direito a uma protagonista à altura. Marcia Celeste estava adicionando amônia nos alimentos consumidos por Gabriela e sua família, que desde abril - quando a doméstica foi contratada - vinha apresentando tonturas, vômito, dores de cabeça e abdominal, e fraqueza. Informações do R7.

Só quando decidiu procurar ajuda médica Gabriela Spanic soube que estava sendo envenenada dentro de sua própria casa. No início deste mês de agosto, Marcia havia sido liberada por Gabriela para visitar parentes na Argentina.

A família ficou desconfiada porque, de todos os que frequentavam a casa, só aquela empregada não estava apresentando nenhum dos sintomas. Paralelo a isso, ela também não comia nada de lá, e quando perguntada, dizia que não se preocupassem, porque "já havia comido".

Com altas concentrações de amônia no sangue, Spanic e toda a família corriam sério risco de morte se não descobrissem a tempo.

No quarto da empregada, a polícia encontrou duas ampolas de sulfato de amônia, mesma quantidade apreendida com a própria Maria Celeste, no momento em que foi presa quando voltava da Argentina.

Até hoje Paola Bracho paga pelas suas maldades!


Esta é a foto da empregada Marcia Celeste Fernández Babio, presa por tentativa de homicídio contra Gabriela Elena Spanic Utrea e sua família:

Ou é a gêmea boa, vai saber

segunda-feira, agosto 23, 2010

CAMINHO DAS ÍNDIAS SERÁ A NOVELA MAIS VENDIDA DE TODOS OS TEMPOS

Se você me perguntar, Caminho das Índias não foi lá essas coisas. Pra quem discordar, a depender do grau de entusiasmo, eu não lhe tiro a razão: fora o biotipo, eu tenho poucos atrativos e "bom gosto" pode não ser um deles.

Foi bem nota seis e meio essa novela de Glória Perez (porque O Clone sim, foi arrasadora), mesmo assim o mundo todo está se rendendo à história do amor de Maya e Raj e à humilhante vida que levou o Bahuan. A trama está proxíma de bater Da Cor do Pecado (absurdo!) e se tornar a novela mais comercializada da história: exibido em 2004, o folhetim de João Emanuel Carneiro foi vendido para 100 países. O colunista Daniel Castro apurou que, se forem consideradas as negociações em andamento, pode-se dizer que o recorde de exportações já foi alcançado. Se não houver surpresas, claro, por isso a Globo prefere não comemorar ainda.

É certo dizer que o Emmy conquistado por Caminho das Índias abriu muitas portas. Outras novelas muito melhores não tiveram a mesma sorte. Fico satisfeito por uma produção brasileira estar quebrando tantas barreiras, ainda mais com a riqueza cultural (ou uma verdadeira bagunça, como queira) que essa novela apresentou.


domingo, agosto 22, 2010

SHERLOCK: A STUDY IN PINK

No dia 25 de julho a BBC estreou sua nova série baseada nas histórias de Sherlock Holmes. A audaciosa versão é ainda melhor do que eu esperava. Trazido para os dias de hoje, Sherlock não é avesso às tecnologias, sendo que sua própria mente é comparada a uma máquina genial, e calculista.

O drama começa do zero: no piloto de duas horas "A study in pink" o detetive, vivido por Benedict Cumberbatch, é apresentado ao médico Dr. Watson (Martin Freeman, de The Office), vindo de uma traumática experiência na guerra do Afeganistão. É uma releitura de A Study in Scarlet, o romance que apresentou o personagem ao mundo. Neste sentido, foi mais eficiente do que o filme de 2009.

Uma onda de supostos suicídios passou a intrigar a sociedade londrina. Como as hipóteses da polícia acabavam sempre caindo por terra, só Sherlock Holmes poderia vislumbrar alguma conexão entre os casos. Se era obra de um psicopata, só outro poderia encaixar todas as peças. Holmes não trabalha para a polícia, é um free lancer. Investiga por prazer, mas principalmente pela animalesca necessidade de solucionar os quebra-cabeças.

O elenco todo me pareceu muito bom, apesar de causar certa estranheza um Sherlock de aparência tão jovem. Mas é como disse um político: se juventude é um problema, ela tem cura. Cumberbatch conseguiu acompanhar toda a frieza do personagem na sua busca pela solução dos mistérios. A química com o experiente Freeman não ia requerer grandes sacrifícios.

A primeira temporada já foi toda exibida; foram só três episódios. O retorno foi tão bom que a BBC está providenciando um segundo ano, provavelmente com mais tempo. "A Study in Pink" marcou uma boa média de 9.23 milhões de telespectadores, e 28,5% de share.


"Blog de humor e fantasia, criado para fins de entretenimento, apenas. As informações e opiniões aqui contidas podem não corresponder à realidade. Se você se ofendeu com alguma postagem, certamente a mesma se trata uma ficção que deve ser imediatamente desconsiderada, e não levada a sério"
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