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sábado, novembro 24, 2012

Especial House | Parte 1

Em edição publicada em março deste ano, a revista Veja reconheceu que House, MD ajudou a estabelecer um novo padrão de excelência nos seriados estadunidenses atuais. 

Não é exagero: podemos encontrar em pelo menos duas séries alguns indícios de inspiração em House, ou no seu sucesso. São elas The Mentalist (CBS) e Lie to me (Fox), esta última já cancelada. Se as suas tramas não se assemelham ao drama médico de David Shore, elas partem de uma premissa que é a verdadeira filosofia de vida do Dr. Gregory House: todo mundo mente. E a partir daí, cada série se aprofunda no tema ao seu jeito.

House estreou em novembro de 2004 nos EUA, com uma média aproximada de seis milhões de telespectadores nos primeiros sete episódios, e a partir disso a sua audiência dobrou. Até o final da temporada, aquele número tinha triplicado. A primeira season finale teve 19.52 milhões de telespectadores ao vivo.

Hoje, porém, a realidade é outra. O tal padrão de excelência sempre continuou presente nos roteiros, mas o público não reagiu bem a determinadas decisões que afetaram a série nos últimos anos. Com isso, nas derradeiras temporadas, a audiência voltou àqueles patamares dos sete primeiros episódios, exibidos naquele longínquo ano de 2004, quando o público ainda não conhecia a série e todo o seu potencial. E para House, uma produção que já chegou a conquistar fáceis 20 milhões de telespectadores em sua melhor fase, os números só poderiam apontar uma coisa: o inevitável cancelamento. Que foi confirmado no início de 2011, e não teve volta.

David Shore, em declarações recentes, afirmou que tinha interesse em continuar com o seriado, caso fosse interesse da Fox e da Universal (que produz os episódios). Caso isso não fosse possível, tudo o que ele pediu foi que o destino da série fosse decidido a tempo, para a trama ser conduzida a um final coerente, diferente do que marcou a saída da personagem Cuddy, no final da 7ª temporada. A atriz Lisa Edelstein não renovou o seu contrato e sua personagem, uma das protagonistas, sumiu no mundo. Shore não quis que isso se repitisse com a série.

Hugh Laurie também se mexeu: ciente de que esta poderia ser a última temporada do trabalho que marcou a sua carreira, ele já vinha planejando o seu futuro. “Presumindo que House seja cancelada, espero não cair morto. A série me deu experiência. Estou um pouco mais confiante hoje do que quando comecei”, declarou em entrevista em novembro deste ano. Não há, por parte dele, interesse em continuar atuando. “Não sou mais um produto desejável para a TV. Acho que ela me mimou demais”. Laurie entende que não conseguirá ter a mesma sorte de conseguir outro personagem tão impactante, mas também não quer distância da televisão: ele pode emplacar um novo seriado na NBC futuramente, no papel do pirata Barba Negra.

Como alternativa, o ator/escritor/diretor/cantor planeja passar a maior parte dos seus dias fazendo o que mais ama: é um desejo forte seu viver da música. Ano passado, ele lançou o seu primeiro álbum de jazz e blues, Let them talk. “Se a gravadora tiver interesse, estou pronto para o segundo”. Ele é respnsável pela voz, piano e pela guitarra.

Em 2010, um anúncio de 30 segundos no intervalo de House custava US$ 226.180,00. Como de lá pra cá o seriado vem perdendo audiência, não sabemos a quantas anda esse valor nos dias de hoje. Clique aqui e reveja a matéria completa.

A edição 2012 do Guinnes -- Livro dos Recordes consolidou a popularidade de House, que ainda é a série mais assistida do mundo: é vista por mais de 82 milhões de pessoas em 66 países. Lamentavelmente, esse fato foi não suficiente para evitar o cancelamento.

http://img69.imageshack.us/img69/7850/bastidores.png

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quarta-feira, novembro 30, 2011

"American Dad" supera "Family Guy" (dessa vez em audiência)

Roger ♥
Não é de hoje que American Dad está a frente de Family Guy no quesito qualidade. A série da família Griffin, que ainda é tratada como a principal produção de Seth MacFarlane, ainda recebe um tratamento diferenciado: salta aos olhos a qualidade com que os episódios de Uma Família da Pesada são tratados, enquanto American Dad se vira com um orçamento reduzido.

Essa semana, creio que pela primeira vez, a justiça foi feita: American Dad superou a "irmã rica" em audiência. "The Scarlett Getter" foi visto por 5.69 milhões de telespectadores, enquanto o episódio de Uma Família da Pesada "The Amish Guy", teve média de 5.51 milhões

O mesmo vale para The Cleveland Show, spin-off que estreou em 2009. Sua audiência ainda está atrás das outras duas, mas também está muito mais divertida do que Family Guy.

Pra mim, o desgaste da principal série de MacFarlane não está pura e simplesmente no fato de que está há 10 temporadas no ar. Os Simpsons chegou a essa marca em pleno vigor. O que, ao meu ver, está acabando com Family Guy foi o sacrifício de seu personagem mais emblemático, o bebê Stewie. Antes um grande vilão com planos de dominar o mundo, ele agora é um mero afeminado e sem graça, e a sua relação de amor platônico com o cachorro Brian (ambos são interpretados pelo Seth) é um saco. E ele realmente era o grande destaque da série nos momentos em que tentava matar a própria mãe. A virada gradual do personagem, particularmente, não me agradou, e muito facilmente American Dad atingiu o topo dessa lista de três.

Mesmo que Uma família da pesada volte a liderar em audiência, espero que isso sirva, pelo menos, para acender o sinal amarelo na produção dessa série.


domingo, junho 26, 2011

"Wilfred", uma comédia boa pra cachorro

Sobre o título, espero que ele tenha chamado a sua atenção. Um predicado digno de comercial da Sessão da Tarde... e que apesar de achar ridículo e meio preciosista, eu sempre quis dizer. E se chegar à TV aberta brasileira, pode apostar que algum narrador fodão vai repetir.

Eu estava meio relutante em assistir "Wilfred", até que li um comentário encorajador deste post. Era o impulso de que eu precisava.

É que a ideia de uma série estrelada por um homem vestido de cachorro não é das que mais me estimulam. Tem o Elijah Wood, um ator respeitável, e só o fato de ele estar se aventurando na TV já nos deixa um tanto curiosos. O caso é que nem assim "Wilfred" parecia interessante. A impressão que passa é que é uma série muito boba.

Assisti ao primeiro episódio, e pude concluir que "Wilfred" é, realmente, muito boba. Diria, boba demais pra ser ruim.

Quem acompanha várias séries sabe que às vezes é necessário distribuir alguns votos de confiança, mesmo que contra a nossa vontade. E ao seu favor, o seriado tem várias coisas. Voltemos para o Elijah Wood: ele não aceitaria trabalhar em qualquer merda. Outra coisa que de certa forma conta, é o fato de que a comédia é uma adaptação: originalmente, "Wilfred" vem da Australia, onde teve duas temporadas. Recebeu vários prêmios e foi aclamada pela crítica local. Sim, você já deve ter concluído isso: óbvio, nenhuma TV normal adaptaria para o seu país uma série que tivesse fracassado.

Jason Gann na versão australiana
Neste primeiro episódio, Ryan (Wood) é apresentado como um jovem advogado frustrado, sem perspectivas, que está prestes a se matar com uma overdose de remédios. Até nisso ele fracassa. Após uma noite complicada - e que ele, para o seu desespero, sobreviveu - Ryan conhece a sua vizinha Jenna (Fiona Gubelmann), que pede gentilmente que ele tome conta de seu cachorro Wilfred (Jason Gann, repetindo o papel que viveu na versão australiana). Ryan é o único que vê Wilfred na forma de um homem (à la Lester de "O mundo de Beakman"), uma versão moderna do Grilo Falante, só que com poucos escrúpulos. No fim das contas, o cachorro e Ryan desenvolve uma estranha amizade, pois Wilfred ensina ao rapaz que sempre (deveria ter dito "às vezes") devemos apenas seguir os nossos instintos.

Completando o elenco principal, merece destaque Dorian Brown no papel da parteira Kristen, irmã de Ryan, que faz as vezes do único elo que o jovem tem com a realidade, e para isso sobram gritos, broncas e preocupações.

Ah, se você se ofendeu com o "qualquer merda" do quinto parágrafo, então passe longe de Wilfred. A série abusa das piadas escatológicas. Mas tudo dentro de um contexto bem claro: eles têm sua desculpa, já que os cachorros em geral não são conhecidos por terem um intestino vencedor do desafio Activia. 

No mais, esta é uma série que não é imperdível, e que também não posso deixar de recomendar... Vai entender. Os próximos episódios vão dizer se Wilfred é mais do que um focinho bonito na televisão.

Em sua estreia, a audiência foi animadora:  2.55 milhões de telespectadores, um novo recorde para o FX. Nenhuma comédia do canal já estreou com um índice desses. Para ver fotos da série Wilfred, confira a continuação desta postagem (clique aqui ou no link abaixo para ter acesso às imagens).

Não custa nada dizer agora, né?
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terça-feira, outubro 19, 2010

AS SÉRIES COM OS INTERVALOS MAIS CAROS DA TV NORTE-AMERICANA


Reproduzindo informações colhidas no jornal Advertising Age, a jornalista Fernanda Furquim divulgou os programas com os intervalos mais caros da TV estadunidense. Não é nada óbvio, não tem a ver só com números: mas reflete substancialmente a importância de certos produtos e ajuda a entender um pouco sobre esse mercado de seriados, que tanto nos fascina.

Engana-se quem pensa que a CBS, por ter as maiores audiências dos Estados Unidos, tem seus intervalos comerciais supervalorizados em relação à concorrência. Por exemplo, o fenômeno The Big Bang Theory, com sua média de mais de 12 milhões de telespectadores por episódio, sequer aparece na lista dos 10 mais. Obviamente, anunciar durante a sitcom dos nerds não deve ser nada barato, mas é menos do que se paga por 30 segundos de propaganda nos intervalos de Os Simpsons e Family Guy, que têm um público relativamente menor. Os valores exatos vocês poderão ver no final da postagem.

A CBS aparece na lanterninha, e com um programa apenas: a sitcom Two and a half men, um de seus principais produtos. Quem diria.

Curioso também constatar o que o destino fez com Family Guy e Os Simpsons - a animação de Seth MacFarlane, atualmente em sua 9ª temporada, supera em audiência e em faturamento o desenho que, sem a menor dúvida, lhe serviu de inspiração. Mesmo com o começo complicado, chegando a sofrer cancelamentos, Uma Família da Pesada vive hoje um reinado de glória na tevê estadunidense, mesmo não superando seus equivalentes amarelos em níveis cultural e mundial.

Das séries da NBC, só quem aparece na lista é a brilhante comédia The Office, cuja audiência é até pequena, arrebatando em média de 6 a 8 milhões de telespectadores, quando muito. Por essas e outras a emissora é tão simpática à série, e pretende mantê-la mesmo após a saída de Steve Carell do elenco ao final desta temporada, o que já é dado como certo.

São da FOX os melhores resultados da lista. Além de dominar a primeira colocação, com o poderoso American Idol, a rede cede espaço para a NBC na segunda posição com suas transmissões de futebol americano no Sunday Night Football, e depois volta para ocupar a 3ª, 4ª, 5ª e 6ª colocações (Glee, House, Family Guy e The Simpsons).

A seguir, a lista completa:



1º lugar - American Idol (FOX)
Valor do anúncio (30 segundos): US$ 467.617 ao vivo
US$ 400.546,00 reprises



2º lugar - Sunday Night Football (NBC)
Valor do anúncio: US$ 415.000,00

 

3º lugar - Glee (FOX)
Valor do anúncio: US$ 272.694,00



4º lugar - Family Guy (FOX)
Valor do anúncio: US$ 259.289,00


5º lugar - Os Simpsons (FOX)
Valor do anúncio: US$ 253.170,00



6º lugar - House (FOX)
Valor do anúncio: US$ 226.180,00



7º lugar - Grey's Anatomy (ABC)
Valor do anúncio: US$ 222.113,00



8º lugar - The Office (NBC)
Valor do anúncio: US$ 213.617,00


9º lugar - Desperate Housewives (ABC)
Valor do anúncio: US$ 210.064,00


10º lugar - Two and  a Half Men (CBS)
Valor do anúncio: US$ 206.722,00

Corrigimos: Grey's Anatomy é uma série do canal ABC. Obrigado, Evaristo!
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domingo, outubro 10, 2010

SMALLVILLE: SUPERGIRL

Na sexta-feira (8) o canal The CW exibiu "Supergirl", um dos episódios mais aguardados desta temporada de Smallville.

Nenhum de vocês me viu mandando e-mails para os produtores de Smallville inserirem a Supergirl na história. E eles fizeram. Pior: escalaram Lara Vandervoot para o papel, em que permaneceu durante toda a 7ª temporada, e no elenco fixo. E depois a tiraram! Malditos sejam, todos eles.

Para essa que será a última temporada da série, eles resolveram dar à Supergirl uma oportunidade de se despedir. Não serão perdoados pelo que fizeram com ela, mas agradeço esse mínimo de consideração que eles tiveram.

E em sua provável última aparição, "Kara Kent" veio dar um banho de realidade, uma série de tapas na cara que o seu primo Clark precisava receber. Ela reaparece demonstrando plenos domínios dos seus poderes, coisa que o futuro Superman, em 10 anos, ainda não conseguiu aprender.

Kara ressurge em público, de cara limpa e uniforme quase oficial, em que só ficou faltando o famoso S de Sadia que os heróis de sua família estampam no peito. Voando, e utilizando-se de sua superforça, ela impede que um outdoor caia sobre um certo Gordon Godfrey, lunático dominado por Darkseid que vinha incitando a população de Metropolis contra os "vigilantes", heróis anônimos que para ele representavam mais uma ameaça do que um consolo aos cidadãos. Godfrey é um dos asseclas de Darkseid tem origem nos quadrinhos.

Ao fazer tão impactante número, Kara obviamente vira o centro das atenções, mas o episódio pecou por não dar muita atenção a isso: os maiores momentos foram os da perseguição da Lois contra Godfrey, já que ele ameaçava tornar pública a identidade do Arqueiro Verde. Ela tentou alertar o Oliver sobre isso, mas nas atuais circunstâncias, o Arqueiro tinha lá suas dúvidas sobre a eficácia real de ser um herói e viver nas sombras. Para ele, o desaparecimento da Chloe estava diretamente ligado à covardia dos tais vigilantes, como o Borrão, que insistiam em bater ponto salvando o mundo sem mostrar as caras. No final do episódio, não prossiga se não quiser saber, Oliver Queen revela ao mundo a sua identidade secreta, assim como fez o Homem de Ferro no filme de 2008.

A missão de combater Darkseid, a Supergirl prefere tomar para si. Assim como Jor-El e eu, ela não confia no primo, cuja imaturidade até hoje o impede de voar. E para vocês verem como ela está à frente de Clark em todos os sentidos, vejam a preocupação que ela já demonstra em construir um disfarce, mesmo que fraco, mas ainda assim melhor do que o simples par de óculos que Clark se recusa a usar.


Exibido nos EUA na última sexta-feira (8 de outubro), o episódio "Superigirl" conseguiu manter os altos índices desta temporada de Smallville, com média de 2.37 milhões de telespectadores.

quinta-feira, setembro 30, 2010

GLEE: EPISÓDIO COM BRITNEY SPEARS BATE RECORDE

A atriz Heather Morris foi dançarina de Beyoncé, segundo o R7

O episódio de Glee dedicado à princesinha do pop Britney Spears rendeu à série a sua segunda maior audiência até hoje, com média de 13.51 milhões de telespectadores, perdendo apenas para "Hell-O", o primeiro episódio após o longo hiato da temporada anterior, que foi visto por 13.66 milhões. 
 .
"Britney/Brittany" brincou com a semelhança entre os nomes da vagabad girl com o da personagem a Brittany S. Pierce (lendo-se rápido, e em bom inglês, ficam idênticos). Para alegria geral da nação, não exigiram muita atuação da cantora teen, que não tem o menor jeito para a coisa. 

Foram feitas releituras dos principais clipes da cantora, e com liberdade para criar, já que aconteciam em momento bem oportuno: quando anestesiados pelo dentista  Carl Howell (John Stamos), os jovens do Glee Club acabavam sonhando com alguma música da Britney, ajudados pela "crescente campanha" do Kurt no Facebook, com o apoio de 5 membros. 

O ambiente dos sonhos foi a desculpa perfeita para dar à lesada (e muito engraçada) Brittany a desinibição de que precisava para protagonizar, mesmo que por breves instantes, um episódio. Como houve a participação da Sue Sylvester (e de todo o elenco, diga-se de passagem, incluindo a Terri, ex-esposa do Will), o "Britney/Brittany" merece uma nota B+, sendo que os meus parâmetros de dar notas a episódios de séries ainda estão em fase embrionária e esse B+ meio que pode significar qualquer coisa.


Fotos do episódio






segunda-feira, setembro 27, 2010

"NEPOTISM": A ESTREIA DA 7ª TEMPORADA DE "THE OFFICE"

The Office
Título do episódio: Nepotism
Exibido em: 23/09/2010
Audiência: 8.40 milhões de telespectadores
Episódio anterior: 6.60 milhões

Evan Peters como o Luke, sobrinho do Michael
Para mim, foi a estreia mais aguardada desta fall season. E será a temporada mais decisiva da vida de The Office, comédia da NBC que vive uma dolorosa incerteza: no quê implicará a (muito) provável saída de Steve Carell, a alma e o coração da sitcom.

Se eu tanto ansiei para ver "Nepotism", a decepção foi proporcional à minha ansiedade. O episódio começou com um clipe improvisado pelo pessoal do escritório. O clima de alegria e descontração geral, que não é nada normal  ali dentro, mais pareceu uma tentativa forçada de mostrar ao público que tudo estava bem - quando nós sabemos que não está. Todos confraternizando ao som da música "Nobody but me", do grupo Human Beinz, soou falso e desnecessário. O clipe em questão já havia sido divulgado pela NBC antes do lançamento do episódio (mais sobre isso no final do post).

Essa foi a cena que antecedeu a abertura, que por sinal ganhou uma repaginada, com inserção de novas cenas e imagens da série. Ficou bacana, mas também ficará por pouco tempo no ar - no máximo até o final desta temporada, se for mesmo a última do traidor...

A história "mesmo" do episódio nada tinha a ver com aquele clipe, embora tenha sido quase tão fraca quanto. O título "Nepotismo" se justifica pela contratação do sobrinho de Michael Scott (Carell), o Luke (Evan Peters, convidado especial). Completa besta quadrada, o novo ajudante não consegue e não se esforça para fazer nada direito, deixando incomodados os colegas de trabalho. Michael fez de tudo para proteger o garoto, filho de sua "meia irmã", mas a insubordinação do rapaz era tamanha, que o chefe não viu outra solução senão dar umas boas palmadas em Luke, na frente de todo mundo. Revoltado, o jovem manda todo mundo tomar naquele lugar e vai embora. Michael, por outro lado, sai como herói.

Paralelamente, Dwight (Rainn Wilson) passeava pelo escritório mais arrogante do que nunca, agora que comprou o prédio onde ficam as instalações da Dunder-Mifflin. Somos surpreendidos com o fim do relacionamento de Andy (Ed Helms) e a recepcionista Erin (Ellie Kemper), sob circunstâncias que não foram muito bem aprofundadas. Agora, ela está namorando o novato Gabe (Zach Woods, agora do elenco fixo), talvez só porque ele seja seu chefe, apesar de não mandar em nada ali dentro.


Sem os ganchos da 6ª temporada


O mais frustrante nesse episódio foi ter quebrado completamente o ritmo da brilhante temporada anterior, em cujo desfecho depositamos nossas expectativas para o retorno de Holly, dos Recursos Humanos (Amy Ryan), o grande amor da vida do Michael, que foi transferida para outra cidade depois que seu romance chegou aos ouvidos da matriz. 

Depois, a empresa de produtos em papel Dunder-Mifflin foi vendida para a Sabre, do mercado de impressoras. A nova chefe do Michael, Jo Bennett  (Kathy Bates) é uma mulher durona e difícil de agradar. Com o escândalo das impressoras que pegaram fogo, Jo se viu encurralada, não sabia como encarar a humilhação de ter que ir a público pedir desculpas aos consumidores. 

Michael se ofereceu para fazer isso por ela, "sob condições". Ele foi até a imprensa, leu as desculpas da Sabre e tudo deu certo - no final, ele pediu a Jo que, como agradecimento, ela trouxesse Holly de volta. Sem encarar aquilo como algo difícil de ser realizado, Jo sorriu e disse que iria ver o que poderia fazer... Assim terminou a 6ª temporada, com o melhor gancho de todos os anos.

Nada disso foi aproveitado no início da 7ª temporada, o que me deixou bem insatisfeito. Não bastasse isso, foi realmente um episódio fraco, até agora o pior que já vi dessa série.


Vai começar o Pânico! Na TV... Está no ar o Pânico! Na TV...


Você se lembra da música cantada pela Banda Viva Noite, até pouco tempo atrás, antes do lançamento do novo tema oficial do Pânico na TV ("Pense no que vai fazer...", seja lá o que eles estejam querendo dizer com isso)? Pois trate de se lembrar, porque você vai ter uma agradável surpresa ao ver a música que o elenco de The Office canta na primeira cena deste episódio."Você vai ver o Pânico! Na TV..." , era um dos versos repetidos pelo palhaço Bozo da atração da Rede TV. Relembre aqui.

Não sei se era uma paródia ou não, em todo caso, eles têm obrigação de dar os créditos ao grupo Human Beinz, intérpretes da música "Nobody but me". Veja o vídeo, e de quebra confira como ficou simpática a nova abertura.

THE OFFICE - 7ª TEMPORADA
NEPOTISM
Vídeo promocional "Nobody but me" + Abertura


domingo, setembro 26, 2010

"LAZARUS": A ESTREIA DA TEMPORADA FINAL DE "SMALLVILLE"

Smallville
Título do episódio: Lazarus
Exibido em: 24/09/2010
Audiência: 2.90 milhões de telespectadores
Episódio anterior: 2.40 milhões

John Schneider só aparece no final do episódio.
Devo dizer, e que não saia daqui, que foi emocionante essa última premiere de Smallville. A começar pela abertura: não mudou muito, mas ver que o nome da Alison Mack (Chloe) ainda está lá, foi um alívio. A atriz, que só teria contrato para 5 episódios nesta temporada, também não será tratada como "participação especial".

Para o canal CW, a audiência foi bem satisfatória: ficou em 3º lugar, batendo os canais ABC e FOX.

A série começou exatamente onde havia parado no fim da 9ª temporada: Clark (Tom Welling) caindo para a morte com um punhal de kryptonita azul, que lhe neutraliza os poderes, cravado no peito. Infelizmente, Lois (Erica Durance) apareceu a tempo para salvá-lo. A jornalista já conhece alguns dos segredos de Clark, especialmente seu biscate como Borrão.

Nos momentos em que esteve desacordado, o Superboy passou por uma experiência de quase morte, ambientada na Fortaleza da Solidão. Nela ele se encontrou com a voz do pai Jor-El, que lhe disse umas verdades bem na cara: que era ele o verdadeiro perigo para a Terra. Estava muito decepcionado com o filho. Eu também, Jor-El! O garoto não aprendeu nada com a vida.

Sem que fosse explicada a história da velhinha no hospital, deduzimos que ela foi a responsável por conduzir a Tess Mercer (Cassidy Freeman) ao laboratório Cadmus, que estava sendo utilizado por Lex Luthor (????) para conseguir se recuperar da explosão que deveria, mas não poderia, tê-lo matado duas temporadas atrás. A ausência de um ator para representar o supervilão já está deixando os roteiristas de Smallville malucos, incapazes de criar uma solução inteligente para isso...

Pois bem, o Lex está vivo, escondido em algum lugar, realizando experimentos com clones, para poder voltar à ativa. A mesma ciência que conseguiu criar cópias imperdeitas do menino Luthor conseguiu facilmente curar a Tess dos ferimentos causados pelo acesso de fúria do Zod, que sumiu da série.

Preocupada com o paradeiro do Arqueiro Verde (Justin Hartley), que foi sequestrado no episódio anterior, Chloe recorre ao perigoso Capacete de Nabu, que enlouqueceu o Sr. Destino, para descobrir onde teria ido parar o seu namorado. Enfrentando toda sorte de torturas físicas, Oliver sequer sabe por quê estava sendo submetido àquilo, porque se o sequestrador supostamente estava querendo combater o mal, capturou a pessoa errada. No fim, Oliver é liberado, mas a um custo: secretamente, Chloe se oferece para ocupar o seu lugar.

O clone deformado do Lex foge do Cadmus e sequestra Lois - tudo calculado. Ao mesmo tempo, ele implantou uma bomba no alto do Planeta Diário, para que Clark escolhesse: ou salvava os cidadãos de Metropolis, ou ia resgatar a pessoa mais importante da sua vida, crucificada num milharal da mesma forma que o outro Lex encontrou e salvou o Clark há dez anos. O clone tinha todas as lembranças e mágoas do seu criador, mas foi concebido de uma maneira menos cristã. Superando seus próprios limites, Clark consegue salvar o dia duas vezes (começando pela Lois, até porque ela estava mais perto) e por alguns segundos ele chega a voar, para evitar o acidente em Metropolis.

Quanto ao uniforme do Superman, ele aparece claramente em Lazarus, mas não deve ser utilizado até o fim da temporada (e da série).

A participação do Jonathan Kent (John Schneider) no final do episódio foi outro dos momentos emocionantes que eu reportei no começo do post. Eu gostava do jeito que os Kent formavam uma família. Aqui, não foi muito explicado por que o fazendeiro resolveu aparecer; provavelmente era o Brainiac ou uma alucinação do Clark. Eles conversaram um pouco, e o filho ouviu do pai alguns conselhos:


"Todos nós fazemos sacrifícios, filho, e toda vez perdemos algo no processo. Você sacrificou mais do que qualquer um. Seria mais fácil deixar o ressentimento se acumular, mas uma hora vai explodir (...). Não tem um dia que eu não me arrependo de não poder estar aqui com você. Faria tudo, daria tudo por uma segunda chance de acertar as coisas. Você tem essa segunda chance, filho. Pode ser o maior herói do mundo".
Jonathan Kent (ou alguém muito parecido com ele).

O que eu perguntaria mesmo é até quando esse maldito segredo vai continuar ceifando vidas, tirando a graça da Chloe e fazendo a Lois salvar a vida de um bunda-mole.



sexta-feira, setembro 24, 2010

THE ROBOTIC MANIPULATION: A ESTREIA DA 4ª TEMPORADA DE "THE BIG BANG THEORY"

Foto do episódio "The Robotic Manipulation"
The Big Bang Theory
Título do episódio: The robotic manipulation
Exibido em: 23/09/2010
Audiência: 13.95 milhões de telespectadores
Episódio anterior: 14.78 milhões


Dando continuidade à nossa cobertura das principais estreias da fall season estadunidense, ontem estreou a 4ª temporada de The Big Bang Theory, ainda com a participação da Kaley Cuoco (Penny), que vai se ausentar durante alguns episódios para se recuperar do acidente que sofreu há poucos dias. A série, que trocou as segundas pelas quintas-feiras, teve uma leve queda de público com relação à última season finale, mas também não foi nada tão desastroso.

Foi mais um episódio "do Sheldon", só que não tão forçado quanto os últimos, pois a ascenção do personagem já não é algo que eles precisam provar. Assim, a história correu com naturalidade e foi bem prazerosa.

Na primeira cena, os quatro geeks estão comemorando o sucesso do braço-robô do eterno solteirão Howard, que num primeiro momento estava sendo utilizado em pequenos serviços domésticos, como porta-guardanapos.

Como quem não quer nada, Sheldon (Jim Parsons, esfregando o Emmy na nossa cara) acaba soltando que estava pensando em ter um filho com Amy Farrah Fowler (Mayim "Blossom" Bialik), que ele conheceu no final da última temporada - mas não estão namorando, ele fazia questão de esclarecer.

"Amy obsevou que, entre nós, existe material genético com potencial para criar o primeiro de uma geração de intelectos superiores, supremos senhores do bem, que guiarão a humanidade para um futuro melhor".
Sheldon

E ficamos sabendo que, de uma vez por todas, o Sheldon é um assexuado, não sente a menor vontade de copular com alguém, e a inseminação seria feita in vitro. Penny convence o amigo a marcar um encontro com a neurobióloga, para ver se, caso se conhecessem melhor, aqueles dois não resolviam fazer a inseminação "convencional". E já que a ideia foi dela, era dali que deveria vir a carona. Chegou na porta do apartamento dela, e cumpriu o ritual: durante três vezes seguidas, bater outras três vezes e chamar: "Penny"....
Penny: Você sabe que eu fico do outro lado da porta só esperando você bater as 3 vezes, né?

Sheldon: Eu sei, dá pra ver a sombra do seu pé por baixo da porta.

Penny: O que eu quero dizer é que isso é uma perda de tempo!

Sheldon: Se você quer um exemplo de perda de tempo, eu citaria a conversa que estamos tendo agora.

Como a ideia foi do encontro de Penny, a carona também teria que vir dela. E como ela não consegue dizer não ao Sheldon, acabou aceitando.

Penny: Ok. Quando é o encontro?

Sheldon: Agora.

Penny: Agora?!

Sheldon: Rápido. Chegaremos atrasados.

Penny: Sheldon, não passou pela sua cabeça que eu poderia ter outros planos?
Sheldon: Perdoe-me... Você tem outros planos?

Penny: Bem... não exatamente...

Sheldon: Então essa conversa é tão inútil quanto seu colóquio sobre bater na porta?

Na casa do Howard, ele descobre uma nova função para o braço-robô, enquanto recebia deste uma massagem ma-ra-vi-lho-sa nas costas. Aí, já que ele não estava fazendo nada e não tinha ninguém olhando... Resultado: a mão do robô prendeu o seu pênis e as tentativas de tirá-lo de lá só fariam as coisas piores. Leonard (John Galecki), coadjuvante por ocasião e Raj (Kunal Nayyar) são chamados para ajudar, e levam-no para o hospital. Lá, a atendente resolve o problema com muita facilidade, desligando o notebook que controlava a máquina.

Penny passou momentos constrangedores enquanto queimou vela no encontro de Sheldon e Amy. Clima de romance, ali, era impossível acontecer. E quanto mais a loira dava força, mais desconfortável ficava: principalmente quando Sheldon fez as contas e constatou que, em toda a sua vida, a garçonete deve ter dormido com aproximadamente 30.96 homens (arredondando, 31) e saído com 193, com margem de erro de 8 homens. E já que o assunto era esse:

Sheldon: Quantas relações sexuais você já teve?

Amy: Ser voluntária em um experimento onde o orgasmo era alcançado por estimulação eletrônica do cérebro, conta?
Sheldon: Eu diria que sim.

Amy: Então 128.

Quando chegaram no prédio, Sheldon ainda acreditava ter tido uma noite muito proveitosa. Penny ainda achava loucura a ideia da inseminação artificial:

"Nestes tempos de incerteza, a humanidade não merece um presente?"
Sheldon

E quando já não havia mais o que dizer, Penny foi o mais longe que podia: "Eu vou contar para a sua mãe". Para Sheldon isso não era uma ameaça, já que a mãe sempre quis ter netos. Mas a vizinha discordou: "Sério? Sua mãe super-religiosa, cristã desde sempre, quer um neto num tubo de ensaio, fora do casamento?". Sheldon pensou bem, e viu que não tinha contra-argumentos para isso.


quinta-feira, setembro 23, 2010

"AUDITION": A ESTREIA DA 2ª TEMPORADA DE "GLEE"

Glee
Título do episódio: Audition
Exibido em: 21/09/2010
Audiência: 12.28 milhões de telespectadores
Episódio anterior: 10.92 milhões


No embalo do bom episódio que encerrou a 1ª temporada, Glee voltou com muito do bom humor que encantou milhões de americanos de 2009 para cá.

A introdução ficou a cargo do nerd Jacob (Josh Sussman), uma versão colegial do blogger-fofoqueiro Perez Hilton. Ele fez um resumo, estilo documentário, do que havia acontecido no período em que a série esteve descansando: Rachel (Lea Michele) e Finn (Cory Monteith) estavam namorando, e outras pequenas novidades. Dentre elas, o fim do relacionamento entre o cadeirante Artie (Kevin McHale) e a oriental Tina (Jenna Ushkowitz), sendo que o pivô foi o dançarino quase-mudo Mike Chang (Harry Shum, Jr.). Ele e Tina se conheceram melhor num acampamento para asiáticos, e o pobre Artie ficou sobrando. Para reconquistar a garota, ele colocou na cabeça que precisava ganhar músculos, e pra quê melhor do que entrar para o time de futebol? Para isso, pediu ajuda de Finn, e usou como argumentos a força centrífuga.

"Todos pensam que viajei, mas na verdade eu passei o verão perdida nos esgotos".

Brittany (Heather Morris), quando perguntada sobre suas férias.

Com o fim da licença-maternidade, Quinn (Dianna Agron) tratou de recuperar seu lugar como chefe das líderes de torcida, fazendo com que Santana (Naya Rivera) fosse rebaixada, ganhando assim uma nova inimiga.

E ela, a responsável por toda a ansiedade em torno da 2ª temporada? Vamos falar logo sobre Sue Sylvester (Jane Lynch, vencedora do Emmy), que não voltou para brincadeira e já ganhou uma inimiga: Shannon Beiste (Dot Jones), nova treinadora do time de futebol do colégio, que conseguiu fazer com que a escola economizasse aqui e ali para poder investir mais no esporte. Isso afetou diretamente Sue e o professor Will Schuester (Matthew Morrison), cabeça do Glee Club, que também teria seu orçamento reduzido.

Com isso, Will e Sue formam uma perigosa aliança para derrubar a treindadora, mas ele é atacado por uma virose ética e no final deixa Sue na mão (só porque ela fez com que Brittany acusasse a Beiste de assédio sexual!). A treinadora das Cheerios, enfim, terá se conformar com dois inimigos. E em se tratando de Sue Sylvester, quanto mais, melhor!

Novos alunos foram apresentados, com chances de entrarem no Glee Club. A primeira foi Sunshine Corazon (Charice Pempengco), pequena estudante de intercâmbio mas com uma voz que a deixa imensa. Com ciúmes, Rachel chamou a garota para o teste mas deu como endereço uma boca de fumo (depois se arrependeu, claro). O outro é Sam Evans (Chord Overstreet), loiro com a franja da geração Bieber, e que chamou a atenção de Puck (Mark Salling) pelo tamanho da sua boca.


Puck: Cara, sua boca é enorme. Quantas bolas de tênis você consegue enfiar nela?

Sam Evans: Eu não sei, nunca tentei colocar bolas na minha boca. Você já?

Apesar de cantar bem, Evans não comparece ao teste oficial para integrar o New Directions, porque um pouco antes Finn tinha sido expulso pela treinadora Beiste, ao tentar convencê-la a dar uma chance ao Artie. Ela, que estava sendo assediada moralmente por Will e Sue, achou que aquilo era mais uma piada de mau gosto. Amedrontado, Evans acabou desistindo de ir à audição e de quebra ficou com o lugar de Finn no time. Com medo de perder a popularidade, ele chegou ao extremo de se candidatar a uma vaga junto às líderes de torcida:

"Meus olhos ainda estão ardendo".
Sue, contando ao Prof. Will que Finn havia feito o teste.

Só a Sunshine vai à audição do Glee, e se sai muito bem. Mais tarde, quando procurou a garota para lhe dar boas-vindas, o professor Will recebe a pior notícia: a novata recebeu uma proposta dos maiores rivais do clube, o Vocal Adrenaline. E, com medo de ter que lidar com os planos de sabotagem da Rachel, Sunshine acaba aceitando o convite.

Lista das músicas tocadas neste episódio:

"Empire State of Mind" - Todos

"Every Rose Has Its Thorn" - Sam Evans
"Telephone" - Rachel e Sunshine
"Getting to Know You" - Tina
"Billionaire" - Evans
"The Power" - Playback na voz original do grupo Snap!
"Listen" - Sunshine
"What I Did for Love" - Rachel


quarta-feira, setembro 22, 2010

"BIG DAYS": A ESTREIA DA 6ª TEMPORADA DE "HOW I MET YOUR MOTHER"

How I met Your Mother
Título do episódio: Big days
Exibido em: 20/09/2010
Audiência: 8.78 milhões de telespectadores
Episódio anterior: 8.18 milhões


Na mesma segunda-feira de House, tivemos o retorno da comédia How I met your mother, com a tão falada 6ª temporada - que será "a melhor de todas", para o produtor Carter Bays. "Honestamente, não sou de dizer esse tipo de coisa, mas acho que essa será mesmo a nossa melhor temporada até agora". Será?

No episódio de estreia, como prometido, reencontramos a Cindy (Rachel Bilson, de The O.C), peça fundamental na história por ser o único elo já apresentado, com a futura esposa de Ted Mosby. Em sua nova aparição, descobrimos que Cindy (que por sua vez é um ex-affair de Ted) encontrou o amor... nos braços de outra mulher. Isso, no final das contas, vai servir para que não haja o famoso climão quando finalmente acontecer o grande romance que motiva a série.

Novos flashes do futuro revelaram, enfim, quando finalmente Ted vai conhecer a mãe de seus filhos: será em um casamento, do qual ele será o padrinho. Na ocasião, ele vai estar supernervoso, ainda não sabemos por quê. Já o matrimônio, por quem estará sendo contraído? Pode parecer impossível, mas é bem capaz de que seja o do eterno bon-vivant Barney, de acordo com rumores que li antes da estreia da temporada. Pai Blogaritmox prevê que o casamento só será realizado no fim da temporada, e de quebra o mistério será adiado para o ano que vem.

O casal perfeito Marshal (cada vez mais gordo) e Lilly está tendo algumas dificuldades em ter seu primeiro rebento. Dentre os problemas enfrentados está o pai dele, que vive ligando para dar pitacos na concepção e até nos sanduíches da nora.

Robin ainda está curtindo a fossa, devido ao término do seu romance com o âncora Don (ele aceitou um emprego em outra cidade, sendo que ela havia rejeitado essa mesma proposta para poder ficar com Don). Barney acredita que a amiga se tornou uma rejeitada, cujos dias de gostosa haviam expirado. No final, ela tira todos aqueles trapos imundos que vestia, fica linda novamente só para provar que ele estava errado.

Ilustrando esta postagem, temos a capa do DVD da 5ª temporada de How I met your mother (Como conheci sua mãe) que, assim como as quatro anteriores, não será lançada no Brasil.


terça-feira, setembro 21, 2010

HOUSE: "NOW WHAT?" - A ESTREIA DA 7ª TEMPORADA

House
Título do episódio: Now what?
Exibido em: 20/09/2010
Audiência: 10.54 milhões de telespectadores
Episódio anterior: 11.06 milhões


House deixou um pouco a desejar na season premiere, com uma audiência menor do que a marcada em 17 de maio deste ano, quando foi ao ar "Help me". Nada que mereça maiores discussões, contudo.

O título do episódio reflete bem as expectativas de quem acompanhou o final da sexta temporada. Todos se perguntaram: e agora, o que vem depois? House e Cuddy se beijaram apaixonadamente, e definitivamente as coisas não poderiam parar aí.

Em "Now what?", os dois dão continuidade ao beijo, e vão muito além dele. Cuddy chega até a beijar a danificada perna do amante, e também repete o que já havia dito no episódio anterior, quando declarou seu amor por ele. E fica incomodada por não ouvir delea mesma coisa. Ora, já sabemos como é difícil para o House expressar sentimentos, e o amor - maior deles - é uma experiência pela qual ele já passou e viu diferentes desfechos, todos dolorosos. Ela chega a cobrar isso dele, mas um "eu te amo" ainda não era algo que House estava disposto a dizer.

Eles passaram a noite juntos e emendaram com a manhã - que deveria ser de trabalho. House não permite que Lisa atenda o celular, o que não deveria ter feito, já que o hospital estava sem neurocirurgiões e isso poderia trazer sérias consequências. Chase consegue falar com o chefe por telefone, e no final o que ouviu foi: "Óptimo. Bom contar com você". No final das contas, a equipe consegue resolver o problema sem que Cuddy ficasse sabendo, apesar de que o Princeton-Plainsboro correu sérios riscos de fechar.

Não houve foi um caso que desafiasse a medicina, como de costume. Só o que chegou perto disso foi a questão do neurocirurgião, o único que eles tinham à disposição, e que estava adoentado. Deram alguma droga a ele, mas o efeito demorou a passar e o tal Dr. Richardson quase pôs tudo a perder. Foi Thirteen que descobriu que ele só podia ter ingerido ovas de sapo pensando serem caviar, e o antídoto era bem rápido e simples.

Falando na doutora mais linda da América, ela esteve plantando falsas pistas de que estaria a caminho de Roma para um tratamento experimental contra a doença de Huntington, da qual é portadora. Tardiamente, Foreman descobre que foram todos enganados e que ela estava na verdade sumindo sem deixar rastros. Na realidade, o motivo é que a atriz Olivia Wilde vai aparecer em menos episódios, para poder se dedicar à carreira no cinema.

Voltando ao ninho de amor, Cuddy finalmente decide ir para casa, mas House tinha uma última coisa a dizer:

House: Isso não vai dar certo.

Ela fica sem palavras, bem como se incomoda com o silêncio que veio depois. Ele não podia simplesmente falar aquelas coisas e ficar quieto! Mas House estava apenas sendo racional.

House: Isso é um fato, não é algo discutível.

Cuddy: Claro, porque você pode ver o futuro.

House: Não, mas posso ver o passado. Você vai se lembrar de todas as coisas horríveis que fiz, e vai tentar se convencer de que mudei. Aí, vou começar a fazer todas aquelas coisas horríveis de novo, porque eu não mudei, e vai perceber que sou uma péssima escolha para quem tem um bebê.
Subsídios para pensar assim ele tem: a própria Cuddy já tinha esfregado na cara dele essas constatações. Para ele, ia chegar uma hora em que ela ia descobrir que tudo aquilo foi um erro. Por outro lado, Cuddy podia sim provar que ele estava errado:

Cuddy: Eu não quero que você mude. Eu sei que você é todo errado, e sei que sempre será. Mas é o homem mais incrível que já conheci. E você sempre será o homem mais incrível que já conheci. Então, a não ser que esteja terminando comigo... Estou indo pra casa.

House: Eu te amo.

"Blog de humor e fantasia, criado para fins de entretenimento, apenas. As informações e opiniões aqui contidas podem não corresponder à realidade. Se você se ofendeu com alguma postagem, certamente a mesma se trata uma ficção que deve ser imediatamente desconsiderada, e não levada a sério"
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